Situação desagradável, que pode atingir a Casa, diz Rocha sobre nova ação do Gaeco

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A nova operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Câmara de Vereadores de Campo Grande, movimentou e provocou novamente apreensão na Casa de Lei, entre os parlamentares, bem como uma situação desagradável em geral, declarou o presidente do Legislativo, João Rocha, ao final da sessão ordinária que já ocorria durante a ação policial, na manhã desta terça-feira (13). O ato do Gaeco, que é parte do MPE-MS (Ministério Público Estadual), desta vez foi em especial no gabinete da vereadora Magali Picarelli (PSDB), que teve um mandado de busca e apreensão a ser cumprido em suas salas, e ainda, teve que cumprir uma condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento judicial.

A principio, como o Página Brazil noticiou mais cedo, a operação envolve investigação de irregularidades e ações que ocorreram nas entidades assistenciais Seleta e OMEP, quanto a processo que já corre na Justiça.

A situação, por coincidência, foi contra avaliação feita hoje pelo presidente da Câmara, que pontuou que “a credibilidade política precisa ser resgatada”. Ele fez a menção ao participou nesta manhã, do programa Tribuna Livre, da rádio Capital 95FM. Rocha fez um balanço dos trabalhos que a Câmara de Vereadores realizou em 2016 e quais devem ser as perspectivas 2017. Após a ação do Gaeco, Rocha lamentou e declarou ser desagradável a situação, que acaba por expor a Câmara em si, mesmo que a Casa não seja alvo direto, apesar de envolver um membro do Parlamento.

“Não soube ainda oficialmente o conteúdo total da ação, tendo sido voltado ao gabinete da vereadora e nossa Procuradoria acompanhou, porque ela é Parlamentar e o Jurídico acompanha. Mas, todos nós somos agentes públicos, que precisa responder a qualquer tempo, o chamamento da população, da Justiça e suas ações que requerem qualquer tipo de investigação ou trabalho, como o que foi feito – ação do Gaeco – , apesar de manchar ou passar a população que envolve toda a Câmara. Contudo, temos que saber o que ou como foi cada coisa, que não envolve toda a Casa”, declarou o presidente.

Respeito e dever de todos

O chefe do Legislativo, ainda pontuou que a ação do Gaeco não pode ser vista como interferência no Legislativo ou “mais uma, como sempre”, pois se há alguma investigação, todos são cidadãos que devem obedecer as Leis e ação dos Poderes Constituídos.

“Minha primícia é que sempre deve haver e há respeito entre nossos Poderes. Não há qualquer ação contra a Câmara. Não podemos criticar de forma alguma ou debater, se vierem dizer, ‘mais uma vez o Gaeco tem que ir a Câmara’, pois somos servidores e esta é uma instituição, órgão público. Eles -Gaeco- tem que fazer o trabalho e a ação não foi direcionada a Casa. E temos, ter repeito por toda ação judicial, lembrando que também são feitas por servidores públicos, que estão fazendo seu papel”, mencionou Rocha, amenizando a situação.

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