Sistema que visa reduzir violência contra mulher será implantado em MS

Foi realizada na manhã desta terça-feira (20), na Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), uma reunião para discutir o projeto “Implementação do Protocolo Latino-Americano para investigação das mortes violentas de mulheres por razões de gênero no Brasil”.

A reunião teve como objetivo discutir maneiras de implantar o sistema no Estado, visando investigar, processar e julgar a violência contra mulher. Mato Grosso do Sul é um dos cinco estados escolhidos para testar o sistema. Ele também está sendo implantado no Rio Janeiro, Santa Catarina, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.

Reunião foi realizada na manhã desta terça-feira (20). Foto: Kerolyn Araújo
Reunião foi realizada na manhã desta terça-feira (20). Foto: Kerolyn Araújo

De acordo com a vice-governadora Rose Modesto, o índice de violência contra mulher no Estado é alarmante. “Mato Grosso do Sul é o 5° estado que mais registra violência contra mulheres e o 2° com maior índice de estupros”, explicou. Ainda segundo Rose, em dois meses seis mulheres morreram vítimas de violência doméstica somente em Campo Grande.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Wânia Pasinato, destacou a importância do apoio do governo do Estado para que o sistema seja implantado em Mato Grosso do Sul. “Percebemos que é um Estado aberto e disposto a resolver um problema tão grave. As mulheres sofrem a violência e são assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. Isso é o que motiva grande parte dos crimes”, relatou Wânia.

De acordo números, entre os anos de 1980 e 2001, mais de 96 mil mulheres foram mortas de forma violenta no país. 

O grupo de trabalho interinstitucional é formado pela Subsecretárias de Políticas Públicas para Mulheres, Tribunais de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Secretarias de Justiça e Segurança Pública, com as Polícias Militar e Civil.

O encontro contou com a presença da vice-governadora e secretária da Sedhast, Rose Modesto; da representante da ONU Mulheres no Brasil, Wânia Pasinato; subsecretária das Mulheres, Luciana Azambuja e Elisa Sardão, representante da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra mulheres.

Kerolyn Araújo

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