Simone diz que indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada nos EUA ‘corre risco de ser derrotada’

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou nesta segunda-feira acreditar que a possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada do Brasil em Washington não seria aprovada no atual momento.

Senadora Simone Tebet (MDB-MS) conduz reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Ela sinalizou que a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada em Washington vai enfrentar resistências na casa Foto: Geraldo Magela / Geraldo Magela/Agência Senado

— Acho que hoje ele corre sérios riscos de mandar para o Senado e ser derrotado. A votação é secreta, (a indicação do filho) não tem precedentes no mundo em países democráticos. Há discussões jurídicas e constitucionais a respeito, se entra no caso de nepotismo ou não, porque para ser nepotismo precisa saber se o embaixador é um agente público ou um agente político. Ou seja, ministro pode, embaixador será que poderia? E entra no mérito da questão, que é o notório saber e se ele está preparado.

De acordo com Simone Tebet, até mesmo senadores que defendem o governo “com unhas e dentes” afirmam que a indicação seria um erro.

— Acho que a sabatina expõe demais o governo e pode dar uma fragilidade que o governo ainda não tem na Casa. Minha posição pessoal. Tenho esse sentimento hoje, pelos colegas que eu conversei. Até mesmo algumas pessoas que defendem com unhas e dentes questionando que esse foi um erro. Mas o tempo dirá.

Sabatina e votação

O processo de nomeação de um embaixador começa com a indicação feita pelo presidente, de maneira formal e publicada no Diário Oficial. Depois disso, ela será recebida pelo Senado, com o nome apresentado à Comissão de Relações Exteriores . Um relator será nomeado pelo presidente do colegiado.

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