Sheik encerra carreira e dá prioridade para trabalhar no Timão

Lancepress

Sheik foi homenageado após o treino desta sexta-feira (Foto: Guilherme Amaro)

“O Emerson atleta acabou”. Foi assim que, naturalmente, Sheik falou sobre sua aposentadoria na manhã desta sexta-feira, em sua última entrevista coletiva ainda como jogador do Corinthians. Aos 40 anos, ele disse estar tranquilo, brincou que agora é “tiozinho” e abriu possibilidades de trabalho para 2019.

– Estou saindo, o balanço é muito positivo, consigo fazer uma reflexão, e o sentimento que fica é de dever cumprido. Por todos os clubes que passei pude honrar as camisas, felicidade imensa de ter a certeza de que consegui levar alegria e felicidade a milhares de corações por onde passei. Estou tranquilo, já vinha planejando há muito tempo, estou feliz. Estou “de boa”, como dizem os jovens. Agora sou um tiozinho – afirmou Sheik, que foi homenageado após o fim do treino ao receber um quadro assinado por jogadores e comissão técnica.

Em relação ao futuro, Sheik disse que vai decidir apenas em janeiro de 2019. Antes, quer sentar com a família e analisar as possibilidades. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, já falou diversas vezes que as portas do clube estão abertas. O agora ex-atacante afirmou que ainda não há algum convite oficial, e que tem sido consultado por “muita gente bacana”. No entanto, admitiu que dará prioridade ao Timão para, possivelmente, trabalhar como dirigente.

– Na verdade é que não tenho absolutamente ainda, já manifestei inúmeras vezes o carinho, amor e sentimento de gratidão ao Corinthians por tudo que fez para mim. Foi uma honra vestir essa camisa durante tanto tempo. Pude honrar com outros atletas de maneira brilhante. Não sei o futuro, vou para casa, ficar um pouco com os meninos. Se por ventura esse convite surgir de maneira oficial, para mim, mais uma vez, vai ser uma honra poder contribuir de uma outra maneira para o Corinthians. Não sei nem se sou merecedor disso, mas, se acontecer, é começar do zero novamente, me dedicar ao máximo àquilo que me pedirem para fazer. Mas por enquanto não tem nada, de verdade. Possibilidade existe, óbvio, pela história que tenho aqui. Não sei nem se mereço tudo isso – disse Sheik, antes de ser questionado se tem o perfil para trabalhar mais na parte de campo ou na diretiva de um clube.

– Óbvio que tenho que buscar conhecimento, porque o que eu fiz na minha inteira foi jogar futebol, mas acho que tenho o perfil para ocupar os dois lados. Mas isso não quer dizer o que vai acontecer. Vou ser mais claro na resposta: acho que trabalharia no campo ou na parte de dentro. Mas tenho algumas possibilidades a partir de janeiro, o tempo todo falo do meu carinho pelo Corinthians, óbvio que aqui vai ser prioridade sempre na minha vida, mas tem bastante gente bacana me consultando, e quero respeitosamente sentar com calma para analisar todas as possibilidades e decidir – declarou.

Em sua última entrevista coletiva, Sheik ainda falou sobre seus arrependimentos e acertos, exaltou seu jogo beneficente de despedida na sexta-feira da semana que vem e disse que sentirá saudades da vida de atleta.

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