Servidores lotam Assembleia à espera de plano de cargos e carreiras

Silvio Ferreira

Servidores da rede estadual de Saúde, mobilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul (Sintss-MS), comparecem à sessão desta quinta-feira (5) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Na última terça-feira (3), os trabalhadores realizaram uma assembleia em frente ao Hospital Regional Rosa Pedrossian, em Campo Grande, quando aceitaram a proposta inicial do Governo do Estado de reajuste de 3,04% dos rendimentos dos profissionais. A decisão afastou – pelo menos temporariamente – a ameaça de greve na rede estadual de Saúde.

Nesta quinta os trabalhadores comparecem à sessão para buscar o apoio dos deputados e esperar que o governo do Estado apresente a minuta de uma proposta para o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) da categoria e para a regularização de “distorções nos adicionais de função”, como explicou Ricardo Bueno, presidente do
Sintss-MS, referindo-se à incorporação do abono salarial de R$200, anunciado em maio de 2016, mas ainda não concretizada. “A expectativa é de que a proposta relativa ao acordo feito com o governo seja lida e analisada em 1a e 2a votações hoje”, afirmou Bueno.

Durante a sessão, o deputado Pedro Kemp (PT) acusou: “O governo do Estado não tem a intenção de incorporar o abono aos salários dos servidores, porque se quisesse, teria feito isso junto à proposta de reajuste de 3,04%, que não repõe sequer a inflação do período.”

Kemp continuou: “De qualquer forma, ainda dá tempo. Se o governo assumir esse compromisso, nós ficamos aqui, se preciso for, até à meia-noite como ficou o Supremo Tribunal Federal (STF) ontem”, referindo-se com ironia, à sessão da suprema corte brasileira, que negou ontem o habeas corpus preventivo ao ex-presidente Lula: “Nós ficamos aqui, se necessário, até mais tarde, para garantir a incorporação do abono ao salário dos servidores”.

Já os deputados Dr.Paulo Siufi (MDB) e João Grandão destacaram que a Casa de Leis não pode propor uma emenda ao orçamento por uma questão de vício de iniciativa, já que cabe ao Executivo a inclusão de novos gastos com previsão orçamentária.

Comentários