Servidores em greve “velam” educação na reitoria da UFGD

Servidores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Hospital Universitário (HU) fazem manifesto esta manhã na unidade I do campus, no antigo Ceud, na Vila Progresso. Eles colocaram um caixão na entrada no prédio, onde ocorre o velório simbólico das instituições que estão desassistidas pelo poder público federal.

1 / 3Servidores da UFGD/HU velam a educação - foto - Franz Mendes
1 / 3Servidores da UFGD/HU velam a educação – foto – Franz Mendes

Entre as reivindicações dos técnicos administrativos está a política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias; índice linear de 27,3% e a paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas. A proposta do Governo não atende às reivindicações.

Na UFGD e no HU, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) são cerca de 900 servidores e pelo menos 30% da categoria, conforme lei, mantêm serviços. O atendimento no hospital, que recebe pacientes de 34 municípios da região sul do Estado, foi atingido em cheio.

A greve deflagrada no dia 29 de maio deste ano segue sem data para acabar, segundo noticiado pelo Jornal Douradosagora. O prazo para enviar ao Congresso Nacional os projetos de lei que resultarem dos acordos com os servidores grevistas, expirou dia 21 de agosto e a greve em nível nacional continua prejudicando toda comunidade universitária da rede federal.

De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais (Sintef), Cleiton Rodrigues de Almeida, as reivindicações do movimento não se restringem ao reajuste salarial.

A pauta inclui a defesa do caráter público da educação e pede um orçamento adequado para as universidades funcionarem. A categoria repudia o corte de verbas feito pelo governo, afetando diretamente as universidades.

O corte de verba é geral para todos os órgãos federais do país. Na UFGD, segundo a reitora Liane Maria Calarge, somente em recursos para custeio a universidade perdeu cerca de 30% e de, pelo menos, outros 50% na área de investimento, para infraestrutura.

Com obras em andamento, como blocos de faculdade de engenharia, de ensino a distância e de salas de aulas, a universidade terá que manter tudo paralisado até regularizar os repasses.

As contas de cada universidade, segundo a reitora, estão sendo analisadas individualmente pelo Ministério da Educação (MEC) e somente no fim deste mês haverá um parecer para se apontar quais as necessidades de cada uma delas. A partir daí, o governo deverá repassar recursos de acordo com as demandas principais, diferentes de uma instituição para outra.

Na UFGD, por exemplo, é necessário terminar as obras em andamento. Empossada no cargo de reitora em junho, Liane pegou a universidade em greve e durante esse período pouco pôde fazer, diante do cenário em crise. “Mas estamos cumprindo com todos os compromissos, principalmente de auxílio estudantil (bolsas) e de materiais de consumo, o custeio básico”, afirma.

Com Informações Dourados Agora

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