Série: Adolescentes são estupradas por 4 ‘conhecidos’, que só após dias e ameaças foram presos em MS

Lúcio Borges

A violência contra a mulher e ainda mais adolescentes, realmente não para em Mato Grosso do Sul, com mais dois casos graves vindo a tona, que só após dias e ameças foram presos em duas cidades do Estado. Os casos envolvem ‘conhecidos’ e até dentro de casa, perfazendo quatro homens envolvidos, sendo três até jovens em festa, e, outro, um então padrasto, dentro da residencia da menor de idade. Coincidência ou não, as vitimas adolescentes, sabiam que eram os autores, mas somente após alguma luta é que conseguiram que os acusados fossem presos, nos municípios de Miranda e Coxim, regiões Norte e Sul de MS.

O primeiro caso, vem após quase um mês do ocorrido, onde uma adolescente sofreu um estupro coletivo em 28 de julho, sendo o crime divulgado nesta segunda-feira (20), onde teve a participação de três homens jovens, que ainda após acusação de ameças a família, acabaram presos somente na última sexta-feira (17), na cidade de Miranda, a 203 km de Campo Grande.

Conforme a polícia, os três homens de 23, 25 e 36 anos, que seriam responsáveis por uma casa noturna, foram presos na última sexta-feira, em Miranda, sob acusação de estuprarem uma menina de 16 anos, na boate que ainda estava fechada para o público. O caso aconteceu no dia 28 de julho, quando a menina e seu primo fora convidados pelos três donos da casa noturna a irem até o local para conhecer e se quisessem beber, onde passaram ou foram embriagados.

De acordo com depoimento do rapaz-primo, a adolescente e ele chegaram na boate passaram a beber por ‘escolha’. Mas, passou tempo, a garota ‘sumiu’ e em um determinado momento, o primo da menina sentiu a sua falta. Ele foi à sua procura e, com a ajuda de um amigo mais velho, arrombou uma porta do local, que estava trancada. No cômodo, ele descobriu a prima nua, deitada em cima de um colchão e desacordada. Os três homens estariam em volta dela. A vítima foi socorrida e levada para o hospital, onde acionaram a polícia.

Registro e ainda ameaças

A polícia sendo acionada, registrou o então crime e a família ratificou a queixa. No local do crime, a polícia encontrou preservativos descartados, o colchão onde o estupro foi cometido tinha diversas manchas de sangue.

O caso, até sexta-feira (17), teria já 20 dias, e a família da adolescente, voltou e disse à polícia ter sido ameaçada pelo trio, que exigia que a família retirasse a queixa. Assim, os três acabaram sendo agora presos na sexta-feira.

O delegado Pedro Henrique pediu pela prisão preventiva dos autores, que foi decretada pela Justiça da cidade.

2º caso – Padrasto que fazia ameça de morte

A segunda tragédia, ocorreu Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande, onde um açougueiro de 46 anos, foi preso por estupro de vulnerável, quando o crime ocorre direta ou indiretamente com menor de 14 anos. O homem, que era padrasto foi pegou, depois que sua enteada de 13 anos pediu socorro ao Conselho Tutelar local. A menina contou que há um ano o padrasto a obrigava a manter relações sexuais e dizia que iria matar toda sua família se ela o denunciasse.

O caso foi levado à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), também na sexta-feira (17), onde de acordo com a adolescente, ela era obrigada a manter relação sexual com o padrasto, desde que a família morava em uma fazenda. A garota mencionou que o primeiro estupro aconteceu no mangueiro da fazenda. Sob ameaça, ela foi obrigada a tirar a roupa e manter relação sexual com o padrasto.

A menina disse que em um dos estupros, após ela foi obrigada a tomar remédio para não engravidar. Segundo o site Edição de Notícias, a mãe da adolescente é surda e muda, o que dificultava a menina pedir  ajuda. “Quando se negava a manter relações sexuais, ele ameaçava matar toda a minha família”, relatou a menina.

Ainda, segundo informações da polícia, a mãe da adolescente chegou a se separar do marido, vindo a morar na Capital, mas pouco tempo depois o casal reatou o relacionamento.

Poderia pegar outra criança

Segundo relatos da menina, o padrasto também já estava começando a abusar da sua irmã mais nova, de 9 anos.

As duas já estão inseridas na rede de proteção do município, onde recebem atendimento médico e psicológico.

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