Senador Moka diz que Brasil erra no combate ao tráfico nas fronteiras

O senador Waldemir Moka afirmou nesta semana que o Brasil comete erro nas ações de combate ao tráfico de droga e armamento. Em audiência quarta-feira (4) na Comissão de Infraestrutura do Senado sobre o sistema penitenciário nacional, o senador argumentou que as fronteiras estão abandonadas e sem fiscalização, facilitando a entrada de drogas e armas contrabandeadas.

Senador Moka defende rigor no policiamento das fronteiras
Senador Moka defende rigor no policiamento das fronteiras

“É fato que os maiores contingentes da Polícia Federal estão nos grandes centros e muitas vezes combatendo o tráfico em pontos de distribuição em favelas, onde os traficantes dominam. Aí que está o erro. Por que não fortalecer o policiamento nas fronteiras? Depois que a droga e a arma entram no país aí tudo fica mais difícil de combater”, disse.

Moka afirmou que metade dos encarcerados em Mato Grosso do Sul cumpre pena por tráfico, segundo ele, de responsabilidade do governo federal. “Condenados por tráfico estão sob a tutela da União e essa questão deveria ser mais bem conduzida, especialmente no que se refere à localização de novos presídios”, explicou.

O senador diz que a construção de novos estabelecimentos penais tem gerado preocupação entre os moradores de cidades escolhidas para receber essas obras. “Quando o preso vai para um presídio federal, toda a criminalidade se concentra ali. E até começam a adquirir propriedades na região, fazendo com que o poder público perca espaço para o crime organizado”, justificou.

Moka apresentou projeto de lei que obriga os presos a pagarem por sua manutenção durante o tempo de cumprimento da pena. De acordo com o texto, o preso que não tiver condições financeiras de pagar as despesas, deverá trabalhar para devolver o que o Estado gasta com ele. “O contribuinte não pode pagar mais por isso. O sujeito fica preso 20 anos sem fazer absolutamente nada, num ambiente em que a ociosidade impera”, afirmou.

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