Semana da Criança começou esta manhã com oficina sobre a linguagem do cinema

Foto Divulgação
Foto Divulgação

Aconteceu na manhã de hoje (14) na Sala de Acervo Infantil da Biblioteca Estadual “Dr. Isaías Paim” a Oficina “Bê-á-bá do Cinema”, que iniciou as atividades da Semana da Criança, organizada e promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei), junto à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, por meio da Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural.

A Oficina foi ministrada pela coordenadora do Núcleo de Áudio Visual da Gerência de Difusão Cultural da FCMS, Lidiane Lima, que direcionou os trabalhos para as crianças filhas de servidores da Fundação. A coordenadora da biblioteca, Eleusina Crisanto de Lima, explica que havia duas escolas agendadas, mas que desmarcaram de última hora por conta do feriado prolongado durante esta semana.

Lidiane inicia explicando às crianças sobre a proposta da oficina. “A arte do cinema utiliza imagem e som para entreter, divertir, despertar sentimentos. Quando a gente vai ao cinema, se o filme é de terror, a gente sente medo; se é comédia, acha graça. Tudo isso por meio da imagem e do som. Hoje vamos exibir um estilo de filme que se chama curta-metragem, que são filmes de pequena duração. São duas animações [“Calango Lengo” e “Calango?”], e no Brasil a animação trabalha com a cultura popular brasileira”.

A coordenadora do Núcleo de Áudio Visual continua explicando que o cinema leva a uma determinada época, a um determinado lugar, e que no primeiro curta exibido a paisagem é nordestina, e que no segundo curta, a história se passa numa praia brasileira. “A música que toca é chamada de trilha sonora. No primeiro curta é em ritmo de forró, e no segundo, é a música brasileirinho. Os filmes vão trabalhar com um personagem, um bichinho chamado calango, que é encontrado no Brasil todo”.

Após a exibição das animações, as crianças foram incentivadas a pensar em alguma paisagem daqui de Campo Grande e reproduzir essa paisagem em desenho no papel. Foi sugerido que o calango esteja presente na paisagem e que as crianças escolham uma trilha sonora representativa da nossa região para representar o desenho.

Alguns adultos acompanharam o desenvolvimento das atividades. A professora Cleide Aparecida Nunes Siqueira, de Bonito, mas que está em Campo Grande há um mês, veio para conhecer o trabalho. “Achei muito interessante pelo bom encaminhamento das atividades, a coordenadora direciona bem o que precisa ser feito para que as crianças tenham uma visão mais crítica. As crianças vão ficar mais sensibilizadas para olhar as questões da região, prestar mais atenção onde moram, para olhar para a sua cultura sem deixar de gostar das outras”.

Lidiane trabalha com esta oficina há nove anos com diferentes públicos, pelo projeto Rota Cine MS, e no trabalho de hoje a diferença ficou por conta de os participantes serem filhos de servidores da FCMS. “Como são filhos de servidores as crianças são mais sensibilizadas, mais espertas, não têm dificuldades em entender a arte do cinema. Nós trabalhamos sempre num processo democrático, de acordo com o público que está no local”.

Lucas Gomes de Oliveira, de nove anos, está no quarto ano e é filho da servidora Rejane Benetti, que trabalha na Gerência de Atividades Artesanais. Ele escolheu o Parque das Nações Indígenas para retratar no papel. “Eu ando de bicicleta com meu pai lá. O que eu achei mais engraçado no filme foi a ‘morte’ ‘levando’ raios nas costas. Gostei dos filmes”.

bê-a-bá-do-cinema-5918
Foto Divulgação

Bárbara e Caetano Taques são irmãos, filhos do Haroldo de Mattos Taques Júnior, que trabalha na assessoria do Fundo de Investimentos Culturais (FIC). Bárbara está no terceiro ano do colégio, tem 8 anos e desenhou um parquinho que fica próximo à sua escola. “Eu vou quase todos os dias lá, convido meus amigos para ir comigo. Acho que vou deixar meu desenho aqui na biblioteca para outras pessoas verem”.

Caetano tem seis anos, está no primeiro ano da escola e gostou da parte do filme quando “deu o raio no esqueleto [o personagem que representa a morte foi atingido por vários raios]. Estou desenhando a minha escola porque eu gosto de lá e vou levar o desenho para mostrar pro meu pai.”

Murilo Rodrigues tem oito anos, está no terceiro ano do colégio e desenhou “o museu da minha mãe”, como ele disse. Sua mãe, Kelly Rodrigues Gonçalves, trabalha no Museu de Arte Contemporânea, o Marco. “É porque eu gosto de ir lá. Gosto de ir todo dia, faço atividades no computador e muitas coisas também”.

A Semana da Criança continua nos dias 15 e 16 de outubro, quando será realizada a Oficina “Todo Encanto de Ser Criança”, a partir das 14 horas, na Biblioteca Pública Estadual “Dr. Isaias Paim”. O objetivo é despertar o interesse pela leitura de forma espontânea e prazerosa por meio das atividades oferecidas. As crianças poderão participar de pintura facial com Emanuel Victor, da Biblioteca Pública Municipal “Anna Luiza Prado Bastos”; contação de histórias, atividades artísticas, leitura espontânea e escultura de balão com a acadêmica de Pedagogia da UFMS, Amanda Beatriz Siqueira Ribeiro. Recomenda-se que as crianças levem lanche, pois haverá intervalo entre as atividades.

As oficinas têm vagas limitadas e estão abertas também para agendamento de escolas. Os interessados podem solicitar participação pelo telefone (67) 3316-9161.

Fundação de Cultura de MS.

Comentários

comentários