Sem repasse do Governo Federal, Casa da Mulher pode fechar

Os atendimentos na Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande podem ficar comprometidos a partir da terça-feira (29), quando termina o contrato da empresa que presta serviços terceirizados no local. São 63 funcionários entre telefonista, recepcionista, serviços gerais, copa e administrativos que vão deixar de trabalhar na Casa.

Casa da Mulher corre risco de fechar
Casa da Mulher corre risco de fechar

A prefeitura disse que os atendimentos estão ameaçados por conta da falta de repasses de cerca de R$ 4 milhões por parte do Governo Federal, que não envia o recurso desde outubro. O dinheiro, segundo a prefeitura, serve para arcar com gastos básicos como água, luz e alimentação das vítimas de violência, além de custear os serviços terceirizados.

A empresa terceirizada Morhena RH, disse que não recebe há dois meses da prefeitura, mas que os salários desses funcionários estão em dia e que estuda ainda a possibilidade de recolocação dos trabalhadores. Atualmente, 60 funcionários da empresa trabalham na Casa da Mulher.

Na semana passada, os trabalhadores foram informados que a maioria dos que atuam na unidade serão dispensados em razão dos atrasos de pagamento.

Já a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, da prefeitura de Campo Grande, ainda não sabe como ficarão os atendimentos.

O prefeito Alcides Bernal (PP) esteve em Brasília na semana passada e se reuniu com o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes. O objetivo do encontro era sanar o problema e fazer com que o repasse fosse feito.

No entanto, a assessoria de imprensa da prefeitura informou nesta segunda-feira que nenhum pagamento foi feito e o risco da Casa da Mulher fechar nos próximos dias continua.

Serviço

A Casa da Mulher Brasileira fica na rua Brasília, no Jardim Imá, perto do Aeroporto Internacional de Campo Grande. O atendimento é 24 horas no local. O telefone para contato é (67) 3304-7575 e para denúncias é o 180.

O local é um espaço onde as mulheres sul-mato-grossenses podem receber atendimento humanizado e integrado, da Polícia Civil através da Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres (DEAM), Juizado Criminal, Defensoria Pública e Promotoria do Ministério Público.

No local também funciona uma brinquedoteca, para onde são levadas crianças filhas das vítimas da violência doméstica, durante o tempo em que estiverem recebendo atendimento.

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