Sem ensino superior, Eike pode ir para cela comum em presídio no Rio

Procurado pela Polícia Federal desde o início da manhã desta quinta-feira (26), o empresário Eike Batista deverá aguardar julgamento em uma cela comum em um dos presídios do Rio de Janeiro, já que não concluiu o ensino superior e não tem diploma universitário. Eike está entre os alvos da Operação Eficiência, da PF, que cumpre nove mandados de prisão preventiva (sem data para terminar), mas não foi preso porque está fora do país.

Segundo a Seap (Secretária de Administração Penitenciária), ao chegar todos os presos passam por uma triagem, momento em que é decidido em que unidade o detento deve cumprir pena.

“Todas as prisões são iguais, mas há unidades para presos com ensino superior e presos sem ensino superior. Se ele não tem ensino superior, ele será encaminhado para uma unidade para presos sem ensino superior”, informou a assessoria da Seap.

A assessoria, no entanto, não soube informar especificamente em qual presídio o empresário seria alocado nem qual a média de presos nas unidades estaduais – agente penitenciários ouvidos pelo UOL afirmam que é recorrente haver entre 80 e 100 detentos por cela nas unidades do Estado, que sofre com a superlotação. O sistema, hoje com 51.113 detentos, conta com apenas 27.242 vagas.

Há apenas uma unidade para presos com ensino superior – a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecida como Bangu 8 –, onde o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB)está preso desde novembro do ano passado.

No dia 17, Luiz Carlos Bezerra, assessor do ex-governador também preso pelo esquema, mas detido em Bangu 10 por não ter diploma universitário, entrou com um pedido na Justiça solicitando prisão domiciliar alegando “seríssimo risco de vida ante à iminência de uma rebelião” na unidade. O pedido foi negado pelo tribunal. (Com UOL)

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