Sem dinheiro, Santa Casa ameaça fechar ambulatório

O presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) e diretor-geral da Santa Casam Wilson Teslenco, afirmou na manhã desta sexta-feira (6) que, devido situação de desequilíbrio financeiro do hospital, vários fornecedores cancelaram medicamentos e materiais hospitalares. Os pacientes podem sofrer as consequências nos próximos dias.

Em reunião, Wilson Teslenco e a promotora Filomena Fluminhan discutem sobre as dificuldades
Em reunião, Wilson Teslenco e a promotora Filomena Fluminhan discutem sobre as dificuldades

Com isso o atendimento ambulatorial pode ser novamente suspenso , diante de impasse para renovação de contrato com o poder público. Pagamentos de fornecedores e colaboradores tem média de 45 dias de atraso e agravam o déficit fiscal de R$ 13,5 milhões

Dentro de uma semana, ele ressalta que a tendência é um agravamento do quadro, já que os estoques estão zerando. “Temos materiais zerados, outros para dois dias e alguns para cinco. Um exemplo é a seringa de 10ml, já não temos, estamos usando de 20 e assim por diante. Vamos nos adaptando com o que tem, mas ainda este mês os materiais podem acabar”, disse.

O motivo da suspensão dos serviços acontece porque a prefeitura de Campo Grande deixou de fazer o repasse com o hospital desde janeiro deste ano, acumulando assim um débito de mais de R$12 milhões.

Ainda conforme a Santa Casa, se o dinheiro fosse devidamente depositado, ajudaria a acabar com despesas. Teslenco destaca que mesmo com dificuldades, estão tentando atender a população, mas destaca que o hospital enfrenta o sério risco de gradativamente suspender os serviços nos próximos dias.

O fluxo de caixa da unidade hospitalar apresenta déficit de R$ 7,5 milhões e, se confirmado, o fechamento do ambulatório pode impedir o atendimento diário de 300 pessoas.

Conforme a promotora de Justiça da Saúde, Filomena Fluminhan, a ausência de contrato impede nova pactuação de serviços entre hospitais na Capital e reflete diretamente na distribuição de leitos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Inquérito civil, inclusive, investiga a continuidade dos serviços diante da ausência de contrato.

“É urgente a restituição do contrato. A Santa Casa está tendo que atrasar fornecedores e o pagamento de médicos, o que implica na perda do profissional e prejuízos a população”, ressaltou a promotora.

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