Sem a cacique Enir Terena, Aldeia Marçal de Souza fará nova eleição para ter liderança

Candidatos: ao centro - a cacique Calixto Francelino e vice cacique Moisés Teixeira. A direita - cacique Francisco e vice Joilson Antônio. Na esquerda, a cacique Edimarcio Barros e vice Daniel Terena.
Candidatos: ao centro – Calixto Francelino e Moisés Teixeira. A direita – Francisco e Joilson Antônio. Na esquerda, Edimarcio Barros e Daniel Terena.

Os moradores da aldeia indígena urbana Marçal de Souza em Campo Grande, perderam há 40 dias sua liderança tradicional e estão sem chefe após a morte da cacique Enir Terena. Ela que foi a primeira mulher escolhida e ungida cacique indígena do Brasil, após muitos anos de luta e liderança nata de seu povo entre as questões sociais e politica na Capital. A também primeira aldeia urbana do Brasil, com grande influência sócio-cultural para o município, como ao País, surgiu ou foi concretizada após engajamento de Enir e muitos outros moradores, que hoje estão sem o líder ‘maior’. Assim, a população local formada por maioria Terena, se organiza para eleger o seu novo Cacique e sua nova diretorias que vão estar a frente da Aldeia nos próximos quatro anos.

A eleição foi definida depois de duas assembleias geral entre os moradores da Marçal de Souza, tendo ocorrido a última reunião nesta segunda-feira (01/08), entre os indígenas e o Conselho de Segurança da região. Ontem, foi decidido o lançamento de chapas e o dia para o pleito de votação, que já ocorrerá neste domingo, 07 de agosto. A aldeia urbana se faz no ritmo da cidade e escolha do cacique não é da forma tradicional, sendo de plena escolha, onde se leva ao debate. Assim, se cria ‘certa divisão’ ou surgem opções, tendo sido lançadas três chapas. A data, vem a poucos dias, para tentar com liderança constituída resolver diversos problemas que surgiram no local.

Segundo Sidney Terena, liderança na aldeia, o processo contou com a participação em massa nos dois encontro, culminando na noite de ontem, com a apresentação aos moradores de três chapas composta com 12 membros que iram concorrer ao cargo de cacique e sua diretoria. “Os moradores terão três opções para escolherem, entre todos os componentes que são do Povo Terena, em votação de eleição comum, como realizada pelos ‘brancos’. A comunidade tem lançada a chapa 1 – Renascer, sendo encabeçada pelo ancião Calixto Francelino, de 85 anos, com vice Moisés. A chapa 2 – Nova Geração, liderada pelo seu Francisquinho e com vice Joilson Antônio. E a chapa 3 – Renovação que se lançou com Edimarcio Barros e como vice, Daniel Terena que é o filho da falecida cacique Enir”, apontou.

Sidney relata que os moradores avaliam que após a perda da cacique Enir a Comunidade ficou abandonada, com ruas destruídas e Memorial da Cultura Indígena, que é o cartão postal do local esta destruído, “desde cerca até o telhado estão aos pedaços”, comenta. Como ainda, até a área de lazer da Aldeia foi ocupada e tomada de barracos que deixa preocupação em oferecer uma moradia digna para estas pessoas. “Por estes e outros motivos a data foi marcada de caráter emergencial, será realizada já no próximo domingo”, completou Sidney.

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Com muita ansiedade os moradores e postulantes já começaram a fazer a campanha para o pleito. A população apontou e o eleito terá como uma das primeiras missão da nova gestão, a regularização perante aos órgãos competentes, da Associação de Moradores, que no futuro também será administrada pelo novo Cacique.

“Isto também foi acertado e de pleno acordo entre os presentes das Assembléia. A importância da regularização da Associação de Moradores é para o uso do CNPJ que da condições e possibilidades da comunidade participar de projetos e revindicar bem feitorias para nossa Aldeia, e este sera o foco da nova gestão, afirma Daniel Terena, que concorre como vice cacique em umas das chapas.

 

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