Seleção de comunidades terapêuticas amplia para 300 o número de vagas para dependentes químicos

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU) e Segov, publicou o resultado final da classificação e seleção das propostas apresentadas pelas comunidades terapêuticas aprovadas pelo chamamento público, mediante termo de cooperação. O edital publicado no Diogrande de n. 6.286, amplia de 07 para 11 o número dessas sociedades civis, o que consequentemente passa de 130 para 300 o número de vagas.

“Além de amparar as pessoas que estão em estado de vulnerabilidade nas ruas e em uso de drogas, o programa também dá um encaminhamento e ajuda a reinserir o beneficiado no mercado de trabalho. Tem um fator ainda mais importante: o retorno de convivência com sua família, que são as que mais sofrem em ver um ente querido naquela situação de extrema tristeza”, aponta Amadeu Borges, subsecretário municipal de Defesa dos Direitos Humanos.

Das 11 comunidades terapêuticas selecionadas, quatro vão atuar pela primeira vez em parceria com a SDHU, por meio da Coordenadoria de Proteção a População de Rua e Políticas sobre Drogas (Coprad). Entre elas, está o Instituto Mulheres que Transformam, que há cinco anos atua com trabalhos direcionados para pessoas em estado de vulnerabilidade nas ruas. “Temos status para atender 20 pessoas que estão nessas condições e em uso de substâncias psicoativas”, afirma Máximo Cardoso de Souza, diretor da comunidade.

A iniciativa em prestar esse trabalho veio de sua própria experiência como adicto. “Já fui preso por cometer crimes em decorrência das drogas e quando saí da prisão pela última vez em 2016, senti que podia ajudar pessoas a evitar passar pelo que passei, principalmente jovens e adolescentes. Hoje temos o reconhecimento do nosso trabalho, do nosso apoio social como civis e estamos muito felizes por essa parceria com a SDHU e prefeitura”.

Outra nova Comunidade Terapêutica iniciando parceria junto a SDHU em 2021 é a Nova Criatura. Comandada por Marcos Antônio Ricci, a sociedade civil conta com atendimentos de recuperação, ressocialização, além de qualificados como odontológico, psicológico e médico. Serão 18 vagas disponibilizadas para o termo de cooperação.

“Estamos desde 1992 trabalhando com atendimento social nesse perfil. Comecei com assistência religiosa em todos os presídios de Campo Grande e foi aí que senti a necessidade de dar continuidade no pós-tratamento das pessoas que conheci nas penitenciárias. Foi aí que decidi me formar em assistência social, mesmo já formado em teologia e agora curso psicologia. Não tem preço poder ajudar o próximo a recuperar a sua vida”, conta Marco Antônio Ricci.

As comunidades terapêuticas aprovadas são: Desafio Jovem Peniel, Associação de Reabilitação Parceiros da Vida (Esquadrão da Vida), Centro de Apoio a dependentes em Recuperação Integrada (CADRI), Associação de Reeducação Social e Reintegração no Trabalho (Projeto Jaboque), Associação Nova Criatura, Comunidade Terapêutica Antônio Pio da Silva (COMTAPS), Centro de Reabilitação e Tratamento para Dependentes Químicos Alcoolistas e Familiares (CERTA), Instituto Mulheres que Transformam, Projeto Simão, Comunidade Cristã Caminho da Recuperação e Comunidade Terapêutica Nova Vida.

A ação dá continuidade às atividades do Programa de Ação Integrada e Continuada (PAIC), desenvolvido pela SDHU, que proporciona a efetivação das políticas públicas voltadas para população em situação de rua, desde março de 2018, baseado no Decreto 7.053 do Comitê POP Rua, da Coordenadoria de Proteção a População de Rua e Políticas sobre Drogas (Coprad).

A medida é paliativa, considerando a pouca quantidade fr leitos clínicos disponíveis na Capital, destinado a pacientes com dependência química. Mais informações pelo telefone: (67) 2020-1181.