Seleção brasileira sub-20 encara Argentina para ir ao Mundial: é secar e vencer

Lucas Figueiredo – CBF

Depois de oito jogos com duas vitórias, três empates e três derrotas, a seleção brasileira se despede do Sul-Americano Sub-20 neste domingo, às 23h10, contra a Argentina. A partida fecha o hexagonal no estádio El Teniente, em Rancagua. Com dois pontos, a equipe precisa obrigatoriamente vencer os líderes da fase final. Mas, antes, precisa torcer por tropeços de Colômbia contra o Uruguai e Venezuela diante do Equador, nos jogos anteriores da rodada, para entrar com chances em campo.

Apesar de resultados e rendimentos fracos em todo o Sul-Americano, o Brasil vai a mais um compromisso com chance de ir ao Mundial. Os quatro primeiros se classificam para a disputa na Polônia, em maio.

O que o Brasil precisa para ir ao Mundial

Vitória sobre a Argentina e derrotas de Colômbia e Venezuela

Brasil termina em quarto lugar com cinco pontos, ultrapassando a dupla que tem quatro pontos.

Vitória sobre a Argentina e empate nos jogos de Colômbia e da Venezuela

O trio termina a competição com cinco pontos cada e a classificação se define pelos critérios de desempate. Pela ordem, são saldo de gols, gols marcados e confronto direto. Hoje, a Colômbia tem saldo zero, Brasil e Venezuela – 3.

Ou seja, o Brasil só se classifica ao Mundial se tirar a diferença no saldo de gols, precisando vencer a Argentina por três de diferença. Assim, igualaria os colombianos no saldo, passaria a Venezuela no saldo e ficaria na frente da Colômbia em número de gols pró.

Importante ressaltar: se uma das duas seleções (Colômbia ou Venezuela) vencer seu compromisso, automaticamente o Brasil entra sem chance de classificação para o Mundial. Pois já fecharia o grupo de classificados (hoje, Argentina tem 9 pontos, Uruguai e Equador, 7, e um dos dois vencedores chegaria a 7 pontos também). O Brasil só vai a cinco pontos.

Tabela completa do Sul-Americano Sub-20

Lembrando que a seleção não tem mais chances de ir ao Pan-Americano deste ano, em Lima, pois só os três primeiros colocados do Sul-Americano garantem vaga.

A pior campanha em 11 hexagonais

Mesmo com a combinação que lhe daria classificação, uma marca esta seleção brasileira sub-20 da edição do Sul-Americano 2019 carrega: é a pior pontuação entre todos hexagonais disputados pelo país. A fase final da competição passou a ser nesse formato – com seis equipes e todos se enfrentando – em 1997. O menor rendimento tinha sido em 2017, o mais recente disputado, com seis pontos, que valeram a quinta colocação, sem classificação para o Mundial.

O Brasil, que perdeu pela primeira vez em Sul-Americanos sub-20 para a Venezuela (2 a 0 na segunda fase), só pode chegar a cinco pontos.

Confira a classificação e a pontuação de cada ano nos hexagonais:

1997 – segundo lugar – 8 pontos – classificado
1999 – terceiro lugar – 7 pontos – classificado
2001 – primeiro lugar – 13 pontos – classificado
2003 – segundo lugar – 10 pontos – classificado
2005 – segundo lugar – 9 pontos – classificado
2007 – primeiro lugar – 11 pontos – classificado
2009 – primeiro lugar – 12 pontos – classificado
2011 – primeiro lugar – 12 pontos – classificado
2013 – não classificou para o hexagonal – fora do Mundial
2015 – quarto lugar – 7 pontos – classificado
2017 – quinto lugar – 6 pontos – fora do Mundial
2019 – em disputa – máximo de 5 pontos

As escalações

O técnico Carlos Amadeu tem a volta de Rafael Papagaio. Mas o atacante vai ficar no banco. Com oito escalações e variados sistemas de jogo durante o Sul-Americano, o Brasil se prepara para atacar a Argentina. A formação de Amadeu deve ser mais parecida com a do segundo tempo contra o Equador.

O time brasileiro mais provável é: Phelipe, Emerson, Vitão, Walce, Luan Cândido; Luan, Marcos Antonio Bahia, Ramires (Igor); Rodrygo, Tetê (Toró) e Lincoln.

A Argentina não tem Facundo Medina, expulso contra o Uruguai. O time mais provável é: Roffo, Barquett, Sosa, Medina, Pereyra; Vera, Moreno, De La Vega; Maroni, Álvarez e Gaich.

Histórico do confronto

Em Sul-Americanos sub-20, a Argentina tem uma vitória a mais do que a seleção brasileira em confrontos (11 a 10), com cinco empates, em 26 partidas.

O último duelo foi pelo hexagonal final de 2017, com dois atacantes que hoje atuam na Europa. A partida terminou empatada por 2 a 2, gols de Richarlison, atualmente no Everton, e Felipe Vizeu para o Brasil, e Mansilla e Lautaro Martínez, da Internazionale, igualando para os argentinos, de pênalti aos 49 minutos do segundo tempo.

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