Segurança no centro da Capital deve ser reforçada com videomonitoramento

PMCG/Divulgação

A classe empresarial de Campo Grande, em uma parceria inovadora, vai somar forças com a prefeitura. Eles estudam integrar o sistema de videomonitoramento público e privado, na região central, a fim de garantir a segurança dos comerciantes e da população, durante 24 horas.

A Sesde (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Pessoal) e a ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) avançaram nas tratativas para compartilhar as atribuições na execução da segurança eletrônica.

De acordo com o secretário Valério Azambuja, o compromisso da entidade que representa a classe empresarial é disponibilizar as imagens de suas câmeras, que em tempo real serão monitoradas do Centro de Controle Operacional, que hoje funciona na Rua Anhanduí, em frente ao Horto Florestal.

“Os comerciantes têm muito interesse nessa integração, principalmente para garantir a segurança de seus estabelecimentos que, infelizmente, são alvos fáceis de assaltos e outros tipos de criminalidade. Eles estão dispostos, inclusive, a instalarem novos equipamentos de câmeras para interligar à rede de fibra óptica já existente, cerca de 9 quilômetros, sem custo para o município. Esses empresários querem obter resposta imediata das ocorrências que possam vir a acontecer nestes locais”, disse o secretário.

As áreas técnicas da prefeitura, por meio da Agetec, e a equipe técnica da ACICG realizam um levantamento da viabilidade do projeto de integração das câmeras com a central de monitoramento e deverão se reunir nos próximos dias para apontar os resultados.

“A entidade faz um mapeamento para saber onde estão essas câmeras, incluindo os bancos, que têm hoje um sistema mais avançado na questão da segurança eletrônica. A partir daí vamos reunir todos para dizer o que será possível e apontar as possíveis soluções para executar o projeto”, pondera Azambuja.

Videomonitoramento

O sistema de videomonitoramento de Campo Grande, inaugurado em junho de 2015, contava com 22 câmeras em operação. Porém, o secretário de Segurança de Campo Grande lembra que a nova administração recebeu no mês de janeiro apenas 15 dessas câmeras funcionando.

“De imediato recuperamos cinco câmeras que estavam paradas. Outras duas, infelizmente, estão queimadas e sem condições de serem recuperadas apenas com manutenção, como as demais”, justifica o secretário.

As câmeras foram instaladas em pontos estratégicos do quadrilátero formado pelas ruas Rui Barbosa, 26 de Agosto, Noroeste e Avenida Mato Grosso, cobrindo espaços e logradouros públicos de grande aglomeração, como o Mercadão Municipal, Camelódromo, Praça Ary Coelho, Morada dos Baís, Orla Ferroviária, além da Feira Central.

Pensando no futuro

O secretário de segurança anunciou a aproximação com a bancada federal de senadores e deputados de Mato Grosso do Sul para que, por meio de emendas do Orçamento Geral da União, seja aprovado o projeto para ampliar em 100 novas câmeras o videomonitoramento da Capital, cujo investimento será em torno de R$ 4 milhões.

“A Secretaria Nacional de Segurança Pública já sinalizou que não tem um centavo para mandar para os municípios. Inclusive, foi a própria Senasp quem nos sugeriu, por meio de um ofício, que buscássemos nossos senadores e deputados para ajudar na execução desse projeto. Acatamos de imediato a sugestão e já estamos conversando”, ressaltou Azambuja.

“Não é novidade a crise que a prefeitura enfrenta hoje. Não podemos comprar 100 câmeras ao custo de R$ 4 milhões para atender Campo Grande, porque não temos esse recurso, mas nós temos o material humano, que pode ajudar. Então, já estamos buscando essa parceria em Brasília, pensando nas emendas de 2018. Toda essa gama de atividades que estamos trabalhando é para começar agora, para colher frutos em 2019, 2020…”, concluiu Valério.

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