Secretário pretende promover leilão de folha para dar novo fôlego às finanças da Prefeitura

Silvio Ferreira

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal de notícias Página Brazil, o economista e atual secretário municipal de Finanças e Receita de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto, descreveu o trabalho para tirar as contas da Prefeitura do vermelho, diante da situação herdada pela administração Marquinhos Trad (PSD) da gestão anterior.

Pedrossian Neto relatou que desde o começo do ano, a atual gestão tem adotado medidas para reduzir um déficit mensal de R$30 milhões. Cenário que pode ser agravado a partir do ano quem vem, se for confirmada a expectativa de que o governo do Estado diminua em R$54 milhões os repasses para a prefeitura de Campo Grande relativos ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Segundo o secretário municipal – que conhece bem a realidade das finanças de Mato Grosso do Sul por já ter sido ex-secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo na gestão André Puccinelli (PMDB) -, a administração municipal tem priorizado a redução dos gastos com custeio, para tentar minimizar o déficit mensal e sanear as contas.

Entre outras medidas adotadas, de acordo com o secretário, está o fim da cessão de aproximadamente 400 professores para entidades como ONGs (Organizações Não-Governamentais) entre outras, que até então ocorria em detrimento da Rede Municipal de Ensino. Esses profissionais anteriormente cedidos – que continuavam a ser remunerados pelos cofres municipais – foram reconduzidos às salas de aula.

Outra medida avaliada pela secretaria municipal de Finanças e Receita é a promoção de um leilão da folha de pagamento do funcionalismo público municipal para outras instituições bancárias. Hoje, os servidores de Campo Grande recebem seus vencimentos pelo Bradesco. A medida permitiria aliviar temporariamente às contas da atual gestão.

 

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