Secretário de administração afirma que não há previsão de reajuste para médicos

36 milhões de reais é o valor gasto com a folha de pagamento de Campo Grande, representando 13,8% do orçamento municipal. O dado foi divulgado pelo secretário de administração municipal, Wilson Prado, na tarde de hoje durante a coletiva de imprensa realizada na Secretaria Municipal de Educação (SEMED). O valor mínimo de salário para a categoria dos médicos, segundo ele, é de R$2.500,00 para 20 horas de trabalho e pode chegar a R$30.000,00 com plantões e gratificações por desempenho.

Wilson afirma que a prefeitura está aberta a negociações e que foram feitas propostas para acabar com a greve que se  iniciou nesta quarta-feira (6), “A greve neste momento é precipitada”, declarou.

A Capital conta com 1.200 médicos, sendo que apenas 30% continuam trabalhando durante a paralisação. A categoria reivindica o reajuste salarial de 355% para alcançar o piso nacional e a revogação do corte das gratificações dos profissionais, mas a Prefeitura afirma que devido a atual situação financeira do município e com o limite prudencial atingido, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, estão legalmente impedidos de atender ao aumento.

“As gratificações não interferem no salário básico, porque o médico que teve suas gratificações cortadas são os que não tem interesse em fazer os plantões na rede pública e a gente precisa de plantonista”, explica Wilson. Neste caso o médico que queira aumentar seu vencimento deve entrar na escala de plantões eventuais.

Ele conta que a Prefeitura de Campo Grande entrou com uma ação na Justiça para verificar a legalidade da greve e acredita que nas próximas horas devem obter uma resposta.

O secretário coloca que não há previsão de quando poderão renegociar os salários já que o crescimento da receita está muito pequeno.

Luana Campos

 

 

 

 

 

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