Secretário anuncia entrega de seis das oito obras inacabadas de MS até fim do ano

Lúcio Borges

Secretário reunido com deputados (Foto: Victor Chileno – AL/MS)

O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, esteve em reunião ‘fechada’ com os deputados na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS) na manhã desta quarta-feira (10). Após o encontro, o titular da Sehintra (Secretaria de Habitação e Infraestrutura), falou com o Página Brazil, onde revelou que ao ser questionado pelos parlamentares, anunciou a entrega, até fim do ano, de seis das oito obras inacabadas que ainda existem pelo Mato Grosso do Sul. Miglioli foi até o Legislativo para apresentar um balanço dos últimos 28 meses da atual administração, bem como a possível programação das ações que ainda serão executadas pelo governo do Estado, nos restantes 19 meses da gestão. De acordo com Miglioli, das 214 obras inacabadas, 206 foram concluídas e oito estão em andamento, exceto a maior delas, o Aquário do Pantanal, que nem está inclusa no montante, uma vez que se encontra judicializado. Veja abaixo, o relato também aos deputados sobre a aplicação do Fundersul.

O secretário, como pode ser visto em nosso vídeo, menciona três obras de construção civil e outras três de pavimentação asfáltica em rodovias a serem finalizadas. A reportagem também fala do modelo e conceito voltados para um programa de quatro anos no governo, principalmente na área da Infraestrutura. Assim, ele ressaltou a definição da maneira do atual governo em gerir os projetos e as obras em Mato Grosso do Sul. “A atual administração não trabalha com pacotes de obras. Nosso planejamento teve início em 1º de janeiro de 2015 e vai até 31 de dezembro de 2018. Os programas estão divididos em Obra Inacabada Zero, Manutenção, Prateleira de Projetos, Infraestrutura Urbana, Pontes de Concreto e Construção e Restauração de Rodovias”, explicou.

Miglioli aponta que das mais de 200 obras herdadas sem sua finalização, em diversos níveis a ser acabada, quase todas já foram entregues neste quase 1,5 ano de gestão e a poucas que faltam estão sendo mexidas para serem entregue entre junho a no máximo dezembro. “Estamos fazendo o possível para terminar o mais rápido possível, algumas chegam fim no próximo mês. Temos os três presídios em Campo Grande, sendo que um em julho entregamos e outro até dezembro. Já o presidio feminino estamos com dificuldade e sem previsão. Há ainda a escola federal de Chapadão do Sul, que abre até julho. Bem como dois trechos de rodovias: a MS 178, que vai ligar a BR 267 a Bonito, e, a Adecoagro em Angelica. Por fim tem dois lotes de estradas de Bonito a Barça das Garças, onde já demos inicio a um dos lotes para fazer este ano. Já o outro ainda virá”, revelou o secretário.

O presidente do Parlamento Estadual, deputado Junior Mochi (PMDB), agradeceu ao secretário a explanação sobre a programação de obras. “Entendo que foi uma reunião produtiva e esclarecedora à Assembleia, que cumpre o seu papel de acompanhar as ações do Executivo”, disse.

Fundersul

Um dos pontos considerados primordiais para o secretário são os projetos executivos. “A grande fonte financeira é o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul), no entanto, não é o suficiente para realizarmos todas as obras programadas. Por isso, criamos um acervo de projetos executivos para que, ao obtermos uma nova fonte, seja via Governo Federal ou financiamentos, eles estão prontos. Hoje temos uma prateleira de projetos que gira em torno de R$ 2,5 bilhões”.

Os contratos de manutenção de rodovias asfaltadas e não pavimentadas foram unidos para que as empresas vencedoras realizem uma base de obras nas regionais. “Desta forma, o trabalho fica otimizado e existe uma maior capacidade de cobrança por parte do governo. Além disso, não existe a relação de bens com o Estado, já que a construtora é responsável por toda estrutura de equipamentos e veículos utilizados”, disse Miglioli.

Foto do secretário em outra passagem pelo Página Brazil

Ainda segundo o secretário, 3.270 quilômetros de malha foram restaurados e cascalhados. A intenção é superar 4.000 quilômetros até o final deste ano para distensionar o escoamento da safra e o transporte escolar.

Com o aporte financeiro em torno de R$ 28 milhões da Defesa Civil e R$ 54 milhões de recursos próprios do Estado serão construídas 80 pontes de concreto. Os contratos abrangerão o vigamento. “As empresas eram responsáveis apenas pelos assoalhos. Agora, o programa incorporou nos contratos o vigamento. Com isso, vamos melhorar a qualidade no serviço e aumentar a vida útil das pontes”.

 expectativa, segundo Miglioli, é a construção de 220 quilômetros de rodovias novas em quatro anos. Sobre a infraestrutura urbana, serão mais de R$ 477 milhões em investimentos.

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