“Se não houver a mediação do mestre, o conhecimento fica muito superficial”, diz professora

(Foto: Elivelton Almeida)
A gestora de tecnologia educacional, Profª Eleida Arce, destaca que se não houver a mediação do professor entre o ensino e o aluno, o conhecimento fica muito superficial. (Foto: Elivelton Almeida)

O Brasil está no topo do ranking de violência contra professores de acordo com uma pesquisa realizada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) em 2014. Cerca de 34 países estão inclusos na pesquisa que também foi elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Página Brazil conversou com a Profª Eleida Arce, gestora de tecnologia educacional, que desconhece dados exorbitantes de agressão contra professores no Mato Grosso do Sul. A funcionária da Secretaria de Estado de Educação comentou a relação entre aluno e professor, se tratando de atividades que incluem a tecnologia em sala de aula, além de contrariar dados que supostamente incluem o Estado no ranking de agressão.

Para a gestora, os professores não devem se prender ao tradicional método utilizado em sala de aula, onde o profissional transmite o conhecimento através das ferramentas oferecidas na maioria das escolas da rede pública. Ela acredita que o uso da tecnologia deve ser aplicado nas aulas, a fim de despertar vontades e dinamizar o ensino.

Eleida pensa que a relação entre o professor e o aluno pode estar ligada no método de ensino que o profissional adere enquanto repassa seu conhecimento. “O aluno de hoje é muito mais imediatista, é um aluno que quer as coisas de forma mais ágil. Se não houver a mediação do professor, o conhecimento fica muito superficial”, alerta.

Conforme a funcionária pública, durante 18 anos de profissão a relação entre aluno e professor mudou muito. Eleida acredita que algumas situações de risco são provocadas pela forma de relacionamento entre ambos, mas desconhece casos e dados exorbitantes de agressão contra professores no Estado.

“A sociedade está mais violenta, os índices de violência aumentaram na saúde, na sociedade como um todo, consequentemente na escola. No Mato Grosso do Sul nós não temos muitos casos presenciados ou documentados, os que aconteceram foram por uma questão social”, finaliza.

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