Scheidt segue bem em Mundial e fica perto de vaga para Tóquio 2020

Gazeta Esportiva.com

No segundo dia de disputas no Mundial da Classe Laser, Robert Scheidt subiu 25 posições e agora está na sétima colocação na classificação geral da competição, na madrugada desta sexta-feira, em Sakaiminato, no Japão. Com o resultado, o bicampeão olímpico fica mais perto da vaga para representar o Brasil nos Jogos de Tóquio 2020, já que, para isso, precisa terminar entre os 18 melhores (são 160 barcos de 58 países).

Robert Scheidt em ação no Mundial da Classe Laser, em Sakaiminato, no Japão (Foto: Pedro Martinez/Sailing Energy)

“A sexta-feira foi diferente em relação ao primeiro dia. Tivemos mais vento, com cerca de 15 nós, e duas regatas bem técnicas e muito físicas. Consegui imprimir uma boa velocidade e estou contente com a maneira como velejei. O importante agora é manter a regularidade e a concentração para as provas deste sábado (6), último dia da fase classificatória. Dei um bom passo importante para chegar até a flotilha ouro e seguir na luta. Vamos em frente”, disse o velejador.

Scheidt aproveitou o aumento da velocidade do vento e, com o quarto e terceiro lugares e a entrada do descarte, passou de 32º para sétimo lugar, com dez pontos perdidos. Diante disso, o segundo dia de disputas em Sakaiminato mostra que um dos principais diferencias do atleta, a regularidade, continua em alta. Após uma estreia irregular na quinta, quando oscilou entre um 27° na regata inicial para chegar em terceiro na sequência, ele garantiu o top 5 nas duas disputas desta sexta.

Se carimbar o passaporte parta Tóquio, Robert Scheidt será o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo, e irá em busca da sexta medalha, a quarta na Classe Laser, na qual acumula os ouros em Atlanta/1996 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000).

Na luta para disputar sua sétima Olimpíada, Scheidt ampliou a vantagem em relação aos outros três brasileiros que estão no Japão. Com a sétima colocação na classificação geral, com dez pontos perdidos, a diferença do bicampeão olímpico é de 38 posições em relação a João Pedro Souto de Oliveira (ele ocupa o 45° lugar, com 43 pontos perdidos); de 44 posições para Bruno Fontes (51ª posição no geral, com 48pp) e 52 diante de Philipp Grochtmann (59°, com 53pp).

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