Santa Casa segue à espera de recursos para administrar atendimentos

Nádia Nicolau

O ano é novo, mas os problemas financeiros enfrentados pela Santa Casa de Campo Grande permanecem iguais. Esse assunto foi tema da entrevista que o presidente do maior hospital do estado, Esacheu Nascimento, concedeu ao Tribuna Livre desta sexta-feira (17).

Reeleito para o triênio 2020-2023, Escheu reforçou que a Santa Casa “é o hospital mais resolutivo de todo o Estado, é referência no Brasil e reconhecido”. Mas isso não parece ser o suficiente para ganhar a atenção da administração municipal, estadual e federal, já que  ainda são esperados recursos (em atraso) para a manutenção do local.

Conforme o presidente, por mês, passam de 15 a 20 mil pessoas pela Santa Casa, e são realizadas pelo menos 45 mil cirurgias por ano. “São números que precisam ser considerados pelo prefeito, governador e ministro”, disse. Os partos de risco estão na marca de 150 a 200 por mês.

Até março, o hospital pretende colocar à disposição da população o transplante de medula, mas Para manter tudo isso e conseguir ampliar os serviços há um custo, bastante elevado que, segundo o presidente, se junta ao pagamento da dívida herdada de R$160 milhões.

“Falta boa vontade do ministro da Saúde [Luiz Henrique Mandetta]. Temos leitos prontos, mas é preciso habilitação”, afirmou. Ele também explicou que o custo de um leito, por dia, é de R$ 1.760.

Relembrando… – Em 2019, também em entrevista ao programa Tribuna Livre, o presidente havia dito que teve dificuldade para receber a contrapartida do Estado e da prefeitura de Campo Grande, o que causou atrasos dos pagamentos e o desabastecimento de medicamentos e dos serviços prestados à Santa Casa. Esacheu explicou que a falta de recursos implicou, inclusive, na suspensão da realização de cirurgias eletivas.

Nome na eleição 2020 – “Coloquei à disposição”, essa foi a resposta Esacheu Nascimento sobre sua candidatura à prefeito de Campo Grande nas eleições desse ano. Ele confirmou que está em conversa com o Partido Progressista, no sentido de reorganizar a sigla, aliada ao desejo de fazer “uma administração diferente”.

Mesmo já com o nome cotado para a disputa do cargo público, Esacheu disse que está “pesando” o seu compromisso com a Santa Casa.

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