Quadrilha ia comprar fuzis para favelas do Rio de Janeiro com venda de projetores

Está concluído o inquérito da operação “Projeção” realizada pela Delegacia de Polícia Especializada na Repressão ao Crime Organizado (DECO). A investigação foi desencadeada depois do roubo de equipamentos cinematográficos avaliados em R$24 milhões em um depósito no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano. A operação já é considerada, segundo a delegada responsável Claudia Medina, como a maior em termos de valores recuperados da história do Brasil.

Nove pessoas foram indiciadas pelos crimes de receptação, adulteração de sinal automotor, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa qualificada. Os motoristas, Célio Andrade Barcelos, Luis César Barcelos e Antônio Cláudio já estão presos e Carlos Santana de Siqueira foragido. A delegada explica que os outros cinco envolvidos, um empresário do ramo dos transportes, um funcionário público da área de segurança, dois motorista e um chanteiro, ainda terão as prisões preventivas decretadas.

A carga seria encaminhada a Pedro Juan Cabalero, no Paraguay, para ser trocada por armamento pesado (fuzis). Depois de serem “esquentados”, isto é ter suas identificações burladas, retornariam aos morros do Rio de Janeiro. O receptador da carga seria um autoridade de alto escalão no Paraguay. A delegada afirma que a organização criminosa transnacional atuava junto há cerca de 3 anos.

Foram recuperados R$ 20 milhões da carga,. Estes equipamentos já foram levados a São Paulo para serem direcionadas as salas de cinema que necessitam.

A polícia também apreendeu sete carretas, avaliadas em R$ 1,5 milhão e dois veículos. De acordo com Medina, a investigação que teve desdobramento no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, tem um motivo logístico, já que ao fracionar a carga em diferentes caminhões eles não levantavam suspeita, “Isso é típico, eles colocam um motorista para levar a carga e se cair, cai um só”, conclui.

As investigações prosseguem aguardando as deliberações do poder judiciário de MS para iniciar a segunda fase.

Luana Campos

 

Comentários

comentários