Rota Bioceânica não se limitará a exportações, afirma Governo Federal

A visita de representantes dos governos federal, estadual e de empresários do setor de transporte de cargas ao Paraguai, Argentina e Chile, foi extremamente positiva e não deixou dúvidas quanto ao compromisso do Brasil na construção da ponte sobre o rio Paraguai e o empenho de Mato Grosso do Sul em criar a nova rota do corredor bioceânico.

Governo federal diz que rota até o Pacífico é viável – Foto: Divulgação

A avaliação é do coordenador-geral de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Campo. Ele integra a caravana formada por mais de 80 pessoas, as quais completarão a viagem até a costa do Pacífico nesta sexta-feira (01º), em Assunção, percorrendo cerca de seis mil quilômetros em 29 caminhonetes.

Ele confirmou que a viagem confirmou a ótima infraestrutura rodoviária e portuária do Chile e a rapidez com que a Argentina executa à pavimentação dos últimos 24 km do trecho do corredor em seu território, na fronteira com o Paraguai. Também destacou o esforço do Paraguai em asfaltar 600 km da rodovia do Chaco, cujo primeiro trecho, de 277 km, já foi licitado.

“Além disso, percebemos, pela receptividade dos nossos irmãos latino-americanos, que existe uma expectativa não só da iniciativa privada, como das autoridades, mas também da população, na efetivação desse corredor, um desejo cultivado há muitos anos”, comentou o representante do Ministério das Relações Exteriores.

Sal de Salta, Argentina

A rota da integração, não alavancará apenas a economia de Mato Grosso do Sul, do Centro-Oeste, e dos três países que integram o corredor com exportações, mas abrirá perspectivas de crescimento para novas correntes comerciais. Ele lembrou que Salta, na Argentina, é grande produtora de sal e pode atender a demanda do Estado.

“Na visita que fizemos a Salta, descobriu-se que é possível exportar sal para atender a grande demanda de Mato Grosso do Sul, que traz o produto de Mossoró (RN), numa distância de três mil quilômetros, quando poderia ser suprido pela Argentina em um tempo de 14 horas”, frisou.

Neste aspecto, segundo ele, o novo corredor não servirá unicamente aos países exportadores de commodities e terá apenas um caminho, o dos portos chilenos. “É um projeto mais complexo, servirá as importações e exportações em todos os sentidos, será abrangente, atendendo demandas e acordos localizados, como a questão do sal”, finalizou

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