Livre da Coffee Break, Rose afirma que voto para cassar Bernal foi técnico

Sem ter o nome citado na Operação Coffee Break, investigada pelo Gaeco MS (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul), a vice-governadora do Estado e pré-candidata à prefeitura de Campo Grande, Rose Modesto (PSDB), afirmou que o voto para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), enquanto era vereadora, foi técnico.

De acordo com Rose, o voto a favor da cassação de Bernal foi baseado nos crimes de improbidade administrativa supostamente cometidas pelo então prefeito. “A comissão levantou nove crimes de improbidades. Eu votei com base no relatório apresentado. Meu voto sempre foi técnico e, hoje, eu votaria novamente a favor do afastamento”, ressaltou.

Dos 29 vereadores que votaram na época, 14 foram indiciados por corrupção passiva, por terem aceito as vantagens para votar pela cassação de Bernal. “Outros vereadores também não tiveram os nomes citados porque não foram encontrados elementos que incriminassem. Sempre tive minha consciência tranquila em relação a isso”, completou.

CERTIDÃO

Certidão emitida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em 18 de julho de 2014 atesta que Rose Modesto não estava no radar das investigações provenientes da Operação Coffee Break, coordenadas pelo Ministério Público Estadual.  Apesar de o documento ser antigo, a informação apenas foi divulgada nesta quarta-feira (1).

Operação Coffee Break

Na última terça-feira (31), o grupo de 24 investigados na Operação Coffee Break foi denunciado pela PGJ (Procuradoria-geral de Justiça), por envolvimento no suposto esquema para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em 2014.

Na lista de indiciados estão o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o prefeito afastado Gilmar Antunes Olarte (PROS) e o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PTB). Também constam na denúncia o procurador da Câmara Municipal André Scaff, os empresários João Baird, João Amorim, Fabio Machinski e Carlos Naegele.

Foram indiciados ainda o ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar (PMDB), Flavio Cesar (PSDB), Eduardo Romero (Rede), Gilmar da Cruz (PRTB), Otávio Trad (PTB), Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Jamal Salem (PR), Waldecy Chocolate (PTB), João Rocha (PSDB), Edson Shimabukuro (PTB), Edil Albuquerque (PTB), Carlão Borges (PSB), e o ex-vereador Alceu Bueno.

Também constam na lista os empresários Luiz Pedro Guimarães e Raimundo Nonato, responsáveis por apresentar a denúncia que culminou na cassação de Alcides Bernal.

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