Rose discute qualidade do transporte coletivo

O transporte coletivo de Campo Grande tem uma das cinco tarifas mais caras entre as capitais, mas a qualidade do serviço oferecido não agrada a população.

Foto Divulgação
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Em suas caminhadas pelas 7 regiões da cidade, a candidata a prefeita Rose Modesto, da coligação Juntos por Campo Grande (PSDB-PR-PDT-PSB-PRB-PSL-SD), tem escutado as reclamações e os pedidos das pessoas que utilizam o transporte coletivo diariamente e não concordam com o reajuste da tarifa.

Os problemas relatados são muitos: pontos de ônibus descobertos, veículos lotados e precários, escassez de linhas e dificuldade em acessar itinerários e rotas, entre outros.

Na região Segredo, nas proximidades da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a população alega, por exemplo, que não há linhas suficientes para atender os estudantes e moradores.

“Os veículos estão sempre lotados e demoram para chegar, causando dificuldades para os universitários que moram em bairros distantes e precisam fazer integração com o Passe do Estudante”, conta a farmacêutica Marli Padilha Borges, 55 anos. “Nós já fizemos um abaixo assinado para a Prefeitura, colhemos 1.367 assinaturas, com várias reivindicações”, completa.

Em outras regiões da Capital, a mobilidade urbana também é motivo de queixas e desabafos. “Está cada vez mais difícil andar de ônibus, principalmente pelo preço alto da tarifa”, diz Valéria Souza, 23 anos, que mora na região Prosa e está desempregada.

COMPROMISSOS DE ROSE

Para Rose, o papel do prefeito é fiscalizar o contrato firmado com o Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço de transporte público em Campo Grande. “Precisamos cobrar para que eles cumpram o que já está determinado no contrato, como a renovação da frota, o uso de ônibus articulados, a cobertura dos pontos, entre outras cláusulas que não estão sendo cumpridas”, afirma a candidata.

Em 2012, o então prefeito Nelsinho Trad assinou contrato bilionário – de R$ 3,4 bilhões -, para que o consórcio explorasse o serviço por 20 anos, mas a qualidade do serviço ainda não agrada a população. Nos últimos 7 anos, mais de 13 mil pessoas pararam de usar o transporte coletivo.

Enquanto isso, de acordo com o IBGE, de 2009 a 2015, a frota de automóveis cresceu 46% na Capital e a de motocicletas 50,4%. Com o aumento da frota, sobe também o número de acidentes. De 2012 para 2015, as vítimas de acidentes envolvendo motocicletas subiu de 58% para 61%.

“Atualmente, são 531 mil veículos para uma população de 863 mil. Nós precisamos melhorar a qualidade do transporte coletivo para atrair a população, com um preço de tarifa justo, melhorando assim nosso trânsito e mobilidade urbana. Caso contrário, daqui a 10 anos, será impossível trafegar nas ruas de Campo Grande”, diz Rose.

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