Rose defende a Caravana da Saúde: “atendemos gente que não aguentava mais esperar”

A catarata é a principal causa de baixa visão na terceira idade e a cirurgia é a única opção para corrigir totalmente o problema. Foram realizadas 15.913 operações de catarata durante a passagem da Caravana da Saúde por Campo Grande, 90% delas em idosos. Ao realizar a ação, o governador Reinaldo Azambuja e a vice-governadora Rose Modesto levaram qualidade de vida para milhares de pessoas que esperavam há anos por serviços de saúde.

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A vice-governadora e candidata à prefeitura, da Coligação Juntos Por Campo Grande (PSDB-PR-PDT-PSB-PRB-PSL-SD), acompanhou várias edições do projeto. Rose visitou pacientes e conferiu de perto a satisfação deles em voltar a enxergar. “Com a Caravana, atendemos as emergências da saúde, gente que não aguenta mais esperar. E por onde a Caravana passa, a saúde melhora”, disse.

Com um sorriso iluminado, Ione Ferreira, 63 anos, exibe a alegria de poder enxergar novamente. Ela sentia a vista ofuscada e sempre estava com os óculos. As marcas ao redor dos olhos revelam o uso prolongado e constante deles por 18 anos. Graças à cirurgia da catarata, agora dona Ione só os usa de vez em quando, para “ver de perto”. “Enxergo tudo, achei ótimo, para quem precisa, vou te falar, é uma felicidade”, afirma.

Hoje, ela pega um livro e lê facilmente, até sem os óculos. Ione, que é espírita, busca estudar sobre a doutrina em casa, ou nos centros. E andar de ônibus não é mais um problema. “Tinha dificuldade para ver de longe, pegar ônibus para ir estudar, já era difícil ver à noite”, comenta.

Ione fazia acompanhamento em um hospital da rede pública de Campo Grande e conta que eles não queriam corrigir a catarata. Decidiu ir até o Centro de Convenções Albano Franco, motivada principalmente pela demora no Sistema Único de Saúde (SUS), já que esperava por mais de três anos pela cirurgia. No dia 26 de maio de 2016, ela operou o olho direito, e no dia 7 de junho de 2016, o esquerdo.

No dia seguinte após a operação, ela fez uma avaliação do procedimento cirúrgico, realizado com sucesso. Já no pós-operatório, tudo ocorreu como planejado, devido aos cuidados adotados durante um mês. Caso surgissem dúvidas ou quaisquer problemas, era só ligar no número que eles disponibilizaram.

A cabelereira Yoshiko de Oliveira, 70 anos, também teve o dia a dia alterado com a correção de catarata. Ela e o marido realizaram as operações juntos: ambos fizeram o lado direito no dia 16 de maio de 2016, e uma semana depois, operaram o lado esquerdo.

Ela não sabia que tinha a doença, mas a visão já não era mais a mesma. “Enxergava tudo embaçado, e mesmo usando óculos, tinha dificuldade em ler o nome das cidades nas placas dos carros, até parados”. Conta que foi à Caravana com o marido para passear e realizar um exame de rotina na visão, pois possui diabetes. “Descobrimos que tinha que operar no dia seguinte. Quando marcaram a cirurgia, falei pro meu marido: ‘agora que estamos no barco, vamos remar'”, ri. Com a cirurgia, hoje ela corta o cabelo dos clientes sem os óculos.

CUIDADO QUE FAZ DIFERENÇA

Os idosos, frequentemente esquecidos pela sociedade, foram tratados como prioridade pelos funcionários da Caravana da Saúde. Acostumados a maus tratos e indiferença na rede pública de saúde e também na rede particular, eles se surpreenderam com o atendimento.

Para alguns, o serviço foi tão positivo que avisaram os amigos e familiares. Dona Ione estava com receio de realizar a operação, mas, quando viu que a cirurgia transcorreu bem, incentivou a irmã e amigas a buscarem o serviço, e elas foram. “A gente tá acostumado com SUS e não é bem tratado, já ali, na Caravana, é estranho, as pessoas tratam a gente bem, apesar da multidão, foi tudo bem, até quando recebi alta”, explica.

No caso de Dona Yoshiko, o cuidado foi fundamental para a realização da cirurgia. “Meu coração estava um pouco acelerado e o médico falou carinhoso: ‘não precisa ficar preocupada’, não é a gente que ia no médico, é o médico que ia na cadeira”, explica. Devido ao cuidado e respeito, para ela, o projeto valorizou os idosos, principalmente os mais velhos.

Dona Yoshiko afirma que, apesar do objetivo do projeto – desafogar o sistema público de saúde –, o serviço poderia ser utilizado por “qualquer um”. Ela cita o caso de uma amiga que realizou o procedimento cirúrgico no mesmo período na rede particular, e que se arrependeu, por ter se sentido só. Além das pessoas solidárias, ficou impressionada com a eficiência. “Tudo bem organizado, nunca vi atendimento igual esse, foi guiado por Deus”, finaliza.

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