Roger explica recusas anterior ao Corinthians e “culpa” Jô

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O atacante Roger foi apresentado na tarde desta sexta-feira como novo reforço do Corinthians para a temporada, mas poderia ter chegado ao Alvinegro alguns meses antes. Após negociar e deixar as bases acertadas com o Alvinegro, ele recuou ao receber uma oferta do Internacional, clube que o envolveu na troca com Lucca na atual transferência. De acordo com o novo goleador, o único motivo de não ter assinado antes com o Timão atende pelo nome de Jô.

“Queria um novo desafio, tinha o sonho de vestir essa camisa. Tinha optado pelo Inter porque o Jô ia permanecer e dificilmente eu ia jogar. O cara era o dono do time, artilheiro do Campeonato Brasileiro. Mas agora ele não está aqui”, explicou o avante, que espera receber a camisa 9, vaga na disputa do torneio nacional, e não estará no grupo que viaja para Curitiba devido à necessidade de mais tempo para que sua documentação ficasse pronta.

“Cada um tem a sua história, Jô teve uma maravilhosa passagem. Fez um grande ano aqui, até por isso não vim no final do ano passado, a permanência dele era certa, só aconteceu depois. Entro numa equipe pronta, é não carregar esse peso, essa carga de ter que ser mais ou menos que um outro jogador. Vim fazer meus gols e, sem dúvida, ser campeão. Esse é meu sonho, ser campeão brasileiro, Libertadores, isso, sem dúvida, coroaria a minha carreira”, avaliou.

Jogador chegou ao clube e foi apresentado nesta sexta (Foto: Tomás Rosolino/Gazeta Press)

Apesar das declarações de amor ao Corinthians, clube que ele garante ser torcedor desde os tempos de criança, no bairro da Vila Rica, em Campinas, Roger reconheceu que não concordou com algumas decisões do técnico do Internacional, Odair Hellmann. Ao todo, ele teve 13 jogos para atuar, com dois gols marcados, mas só conseguiu atuar cinco vezes em sequência.

“Deixei o Internacional por uma oportunidade de vir ao Corinthians e, realmente, talvez por não concordar com algumas coisas. A oportunidade se desenhou, iniciei tendo uma sequência, mas eu não conseguia ter a confiança de um treinador. A gente sabe que o 9 precisa disso. Quando teve a oportunidade de haver a troca eu fui o primeiro a dizer que eu queria vir”, observou, agradecendo pela chance.

“Primeiramente, queria agradecer a Deus pela oportunidade, feliz de estar aqui, realizando um sonho de criança, algo que eu sonhei lá na rua do meu bairro, com meus amigos. Agora realizam esse sonho na minha carreira, na minha vida, falta um ou outro só”, continuou o jogador, elogioso ao sistema de jogo do Timão. Para ele, sua vida será facilitada ao entrar na equipe já acertada.

“Acho que o time está pronto, não tem muito o que ficar mexendo. Já estive aqui treinando durante a semana, vi que a intensidade é grande, os mini-jogos, nível muito alto. Qualidade não precisa nem falar. É aproveitar as oportunidades que estão sendo dadas. Estou pronto, para domingo não dá pela documentação, mas acho que para o outro domingo (contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte) talvez eu esteja apto”, concluiu.

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