Risco de epidemia de chikungunya deixa Campo Grande em alerta

O ano de 2017 começa com alerta sobre a chikungunya em Campo Grande. A doença é a principal preocupação da secretaria de saúde da Capital. O coordenador do centro de controle de vetores do estado, Alcides Ferreira, diz que o trabalho da Prefeitura agora é tentar impedir uma epidemia de chikungunya, que é transmitida pelo mesmo mosquito que transmite a dengue e zika.

“Temos a certeza de que o vírus [da chikungunya] já está circulando aqui, em Campo Grande. Só que ainda não sabemos o motivo pelo qual a epidemia da doença não se instalou na cidade. Então, a preocupação é fazer todas as ações pertinentes para diminuir a infestação (do mosquito) e tentar minimizar ao máximo o risco de termos uma epidemia de chikungunya”, disse o coordenador, em entrevista à Agência do Rádio.

No ano passado foram registrados 265 casos da doença, além de mais de quatro mil e 500 de zika. O professor Antônio Prancácio, de 47 anos, foi uma das vítimas desse outro vírus, que tem relação com a microcefalia em bebês.

“Tive dor de cabeça, bastante cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo todo, principalmente na região do abdômen. Depois espalhou para o corpo todo. E coceira, coçava bastante. Principalmente durante a noite, e fiquei com esses sintomas durante uma semana”, conta.

Casos

Campo Grande conta com mais de dois mil agentes de saúde e de combate a endemias. Nos primeiros 24 dias de 2017, a Capital já registrou 85 casos suspeitos de dengue, dez de zika e dois de chikungunya.

Prevenção

A melhor forma de prevenção às três doenças é evitando o nascimento do mosquito. Com uma vistoria em casa é possível eliminar possíveis focos do transmissor. Para mais informações sobre os cuidados e os sintomas das doenças acesse:  saude.gov.br/combateaedes.

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