‘Reviva Centro’ tem contrato assinado e sairá do papel após quase uma década

Lúcio Borges

Prefeito assina contrato para liberação dos recursos do BID (Foto: Ascom Prefeitura)

O projeto Reviva Centro em Campo Grande finalmente sairá do papel, após quase uma década sendo “gestado” e anunciado a cada ano que seria iniciado entre as administrações da prefeitura dos então gestores Nelsinho Trad, em dois mandatos, e, de Alcides Bernal. Após problemas financeiros e administrativos, que paralisavam o projeto, nesta sexta-feira (12), em Brasília, foi assinado o contrato de US$ 56 milhões (R$ 175 milhões) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para revitalização da área central da Capital. O atual prefeito Marquinhos Trad e o representante do BID, Hugo Florez Timoran, assinaram a documentação, acompanhados pelo senador Pedro Chaves e alguns vereadores do município, ratificando os recursos que virão para os cofres da cidade para desenvolver o projeto, que promete garantir cara nova, fazendo com o Centro deixe de ser um local de passagem e se apresente como nova opção de convivência na Capital.

Veja abaixo a abrangência do Projeto, que Marquinhos hoje, lembrou do tempo do percurso para uma grande ação que já poderia ou mesmo poderá influenciar toda a cidade. “É mais do que uma conquista, uma realização. Foram quase dez anos em busca da assinatura de um contrato para revitalizar o quadrilátero central de Campo Grande. Na data de hoje, com essa assinatura, podemos dizer que não apenas o Centro de Campo Grande sairá fortalecido e rejuvenescido, mas vai irradiar em todos os bairros da nossa Cidade Morena. Por isso, tenho dito: cada vez mais, a nossa gestão procura melhorar a qualidade de vida de todos os campo-grandenses”, declarou o prefeito, após assinatura do contrato, que prevê cinco anos de carência, até que a prefeitura pague o montante principal da dívida, que será quitada em 20 anos, com juro de 2% ao ano..

Senador Pedro Chaves avaliza contrato

De acordo com as divulgações do “Reviva Centro”, a aplicação do projeto fará mudanças estruturais na área central, que vão trazer mais conforto e modernidade aos comerciantes e moradores da região, com requalificação
da Rua 14 de Julho e suas transversais. “O montante financiará drenagem, pavimentação, esgoto, calçada, arborização e nova iluminação na Rua 14 de Julho, entre a Fernando Corrêa da Costa e a Mato Grosso. Como ainda, o investimento garantirá acessibilidade, paisagismo, mobiliário urbano e requalificação de pontos turísticos de Campo Grande, incluindo o Horto Florestal, Mercadão Municipal e a Morada dos Baís, com tratamento nas calçadas e trânsito melhor em toda região, que ainda inclui o Camelódromo”, mencionou o prefeito.

Com o contrato assinado, a prefeitura já prepara a licitação para dar início a obra já no segundo semestre deste ano. O processo de financiamento começou em 2013, mas estava travado desde então. Como trata-se de transição com banco internacional, a licitação poderá ter a participação de empresa de fora. “A diferença (da licitação nacional para a de fora) é que tem que dar publicidade internacional, e pode entrar empresa internacional”, explicou a diretora-executiva de Planejamento e Gestão Estratégica, Catiana Sabadin, coordenadora do Projeto. ressaltando que os demais ritos, como prazos, são semelhantes.

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Padronizar

A coordenadora do Projeto, que é servidora da prefeitura que sempre esteve a frente do Projeto, cita as mudanças para garantir uma só construção entre uma “padronização”, que garanta por exemplo a acessibilidade. “Hoje, cada um constrói a calçada de um jeito diferente, criando problema para quem tem dificuldade para se locomover. No projeto, a calçada terá nível próximo da rua, para que as pessoas possam caminhar sem dificuldade”.

Sabadin, também menciona que há preocupação de construir um circuito caminhável no Centro, tornando o ambiente mais agradável e, consequentemente, movimentando a economia. A prefeitura vai investir, por exemplo, na compra de árvores em tamanho grande, para que o campo-grandense já possa desfrutar da sombra delas, observando a diferença do ambiente imediatamente.

A fiação será subterrânea e as calçadas serão alargadas para instalação de bancos, totens e lixeiras, por exemplo. Para isso, da Afonso Pena até a Mato Grosso, só será autorizado estacionamento para idosos, portadores de deficiência e descarga de mercadorias.

A história da cidade também será resgatada com uma escultura do antigo relógio da Rua 14 de Julho, nas mesmas dimensões do original. Ele será instalado no cruzamento da Rua 14 de Julho com a Afonso Pena.

Comitiva

A cerimônia com o representante do BID, Hugo Florez Timoran, contou com a participação da comitiva de autoridades da Capital, composta pelo senador Pedro Chaves, deputado Carlos Marun, vereadores João César Mattogrosso, Odilon de Oliveira e Papy, e os secretários de Governo, Antônio Lacerda, da Cultura e Turismo, Nilde Brum, e de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia, Luiz Fernando Buainain.

O secretário de Governo, Antônio Lacerda, considera o projeto uma redenção para o Centro, que teria sido desprezado ao longo do tempo pelo crescimento da cidade, com a instalação de comércio e shoppings nos bairros da Capital. “É a oportunidade de transformar o Centro, sobretudo a Rua 14 de Julho, em um shopping a céu aberto. É uma redenção para este local onde nasceu o embrião principal de Campo Grande. Estaremos trazendo o Centro de volta, com um esplendor extraordinário”, declarou Lacerda, que ainda destacou toda a preocupação da prefeitura em cuidar do Centro no período noturno também. Para isso, busca parcerias para instalação de uma universidade, novas residências e estacionamento vertical.

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