Revista Veja aponta Rose Modesto como o grande trunfo das eleições na Capital

Reportagem da revista Veja, publicada nesta terça-feira (23), indica a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) como a candidata à prefeitura de Campo Grande com maiores chances de crescimento na corrida eleitoral.

Rose, Marquinhos e Bernal
Rose, Marquinhos e Bernal

Entre os argumentos para justificar essa previsão, a versão online da revista aponta a forte coligação que apoia a candidata, formada por outros seis partidos, além do alto índice de popularidade de seu maior apoiador, o governador Reinado Azambuja (58%) e, ainda, um exército de mais de 130 candidatos a vereador que defendem seu nome.

A revista classifica Campo Grande como uma “terra arrasada” politicamente, que passou os últimos quatro anos em um cenário de caos político-administrativo e com finanças à míngua. “Amargou o desgaste de ter o primeiro prefeito cassado da história, Alcides Bernal (PP), por suposto beneficiamento de empresas. Amargou a degradação de ter quase metade dos vereadores flagrados em grampos vendendo votos para a derrubada do mesmo Bernal. Amargou, por fim, a ruína de ver o vice-prefeito afastado Gilmar Olarte (Pros) preso na última semana, um dia antes do início oficial da campanha, por suspeitas de lavagem de dinheiro”, descreve a Veja.

Também é destacado o número recorde de candidaturas a prefeito de Campo Grande. “É este enredo de esfacelamento dos atuais quadros políticos na cidade que garante à disputa de outubro em Campo Grande ares quase messiânicos. Pela primeira vez na história, 15 candidatos se inscreveram para disputar o Executivo municipal”, descreve a jornalista.

O prefeito Alcides Bernal (PP) é colocado como segundo colocado nas intenções de  voto. A revista também cita a “vitimização pós-cassação” de Bernal como discurso de campanha. “Ainda que citado em uma gravação da Operação Lava-Jato, ele tem como principal trunfo o fato de grampos feitos pela Polícia Federal terem indicado que vereadores receberam propina de empresários e promessas de cargos para votar a favor de sua cassação. O escândalo foi revelado pela Operação Coffee Break e expôs as articulações do próprio vice Gilmar Olarte para tomar o poder”, explica a revista.

O deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) é descrito como “polêmico e instável”. De acordo com a revista Veja, Marquinhos tenta construir trajetória política própria, ainda que o sobrenome o remeta à tradicional família que, ao lado do ex-governador André Puccinelli (PMDB), governou Campo Grande por 20 anos. Embora não responda diretamente a processos de improbidade, na disputa pela prefeitura dificilmente escapará de ser vinculado às suspeitas que envolvem o irmão Nelsinho Trad. Nelsinho recentemente teve os bens bloqueados e é um dos investigados na Operação Lama Asfáltica.

“A apuração policial, que revelou um esquema de desvio de recursos e fraudes que envolvem contratos de mais de 2 bilhões de reais, é, aliás, um dos importantes fatores para a composição do xadrez de candidatos de 2016 e explica o motivo de o PMDB, legenda histórica no estado, não ter lançado candidato próprio à prefeitura. Com um dos seus principais caciques, o ex-governador e ex-prefeito André Puccinelli, citado e alvo de buscas na Lama Asfáltica, os peemedebistas de Campo Grande enfrentam uma de suas maiores crises políticas. Arrastado para escândalos de corrupção que colocaram em xeque a liderança de Puccinelli, o PMDB decidiu não ser o alvo preferencial de ataques de adversários e até liberou seus 32 candidatos a vereador na definição de apoios”, completa.

Comentários

comentários