Réu por matar Brunão tem finalmente julgamento marcado, após quase sete anos do crime

A morosidade da Justiça, acompanhado de infinitos recursos em manobras da defesa de Cristhiano Luna de Almeida, 29 anos, finalmente chegou ao fim ou parte para o mesmo, com seu julgamento, tendo sido marcado ante processo que é réu há dois anos, por matar o segurança Jeferson Bruno Escobar, o Brunão, em março de 2011. Os pedidos de advogados fizeram o processo andar por seis anos, desde o acontecido, entre vários impasses, como até apelar e querer desqualificar a decisão de ir júri popular por homicídio qualificado. A noticia da data saiu nesta terça-feira (10), mas Almeida e familiares da vitima, então com 23 anos, ainda terão mais de um mês de ‘espera’, com o julgamento para iniciar na manhã do próximo dia 24 de novembro.

A definição vem depois que o caso foi parar até no STJ (Superior Tribunal de Justiça), na apelação da defesa, que não logrou exito, sendo ratificado pelo Tribunal Superior, que o réu vai a júri popular pelo homicídio qualificado. Assim, o juiz Aluízio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri, agendou o julgamento para o próximo mês, considerando a decisão do STJ, o já longo tempo de duração da ação e a última prisão de Almeida, que aconteceu no último dia 30 de julho, após ele ser flagrado bebendo em um restaurante, e assim descumprindo as medidas alternativas que o mantinham em liberdade desde 2011, ano em que o crime aconteceu. O juiz ainda considerou o fato ‘óbvio’ do “processo estar instruído e pronto para julgamento popular”.

Brunão

Brunão morreu em 19 de março de 2011, após ser atacado e onde virou alvo de Almeida ao tentar retirá-lo de dentro de uma casa noturna após uma briga generalizada. O então segurança acabou agredido, do lado de fora do local, e foi morto pelo acusado, que na época era bacharel em direito e praticante de artes marciais.

O MPE (Ministério Público Estadual) pediu a volta de Luna para a cadeia no dia 23 de junho deste ano e foi o juiz Aluízio Pereira dos Santos, quem decretou a prisão preventiva no dia 30.

Etapas e adiamentos

O caso além do já relatado na violência realizada, se iniciou com reação de amigos da vítima, que era segurança da casa noturna Valley Pub e morreu aos 23 anos, que fotografaram o agressor e puderam então entregar às imagens polícia. Há época o acusado saiu do local sem ser barrado por ninguém, nem mesmo a polícia, que não foi atrás.

O julgamento de Almeida seria então pelo crime de homicídio simples, que aconteceria em dezembro do ano seguinte do crime, em 2012. Mas, a acusação foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para pedir que a condenação incluísse duas qualificadoras do indiciamento por homicídio retirados pela defesa: motivo fútil e falta de chance de defesa da vítima.

A decisão favorável a defesa de Brunão, saiu recentemente, acontecendo anos depois, no dia 18 de setembro de 2017. Logo após o réu voltar a ser preso por desrespeitar as medidas alternativas que garantiam sua liberdade.

Prisões

Cristhiano Luna, que foi preso dias depois do acontecido devido as provas de filmagem, ficou pouco mais de um mês na cadeia e estava solto desde maio de 2011, por força de um Habeas Corpus. Contudo, ele voltou para a prisão no dia 30 de junho deste ano, após ser fotografado numa mesa de bar, conforme o Página Brazil, como imprensa em geral noticiou.

A família da vítima, então, enviou as fotos de Cristhiano ao Ministério Público Estadual (MPE), que pediu a prisão preventiva do acusado. O promotor de Justiça Douglas Oldegardo, responsável pelo caso, pediu a revogação da liberdade provisória do acusado, em razão do descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

De acordo com o promotor, “diante do descumprimento das medidas impostas, revogou a liberdade provisória cujas condições ele descumpriu. A prisão hoje decretada e cumprida decorreu das próprias ações do acusado”.

Christiano Luna de Almeida foi flagrado com uma caneca de cerveja em um restaurante da Capital

 

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