Renúncia aos cargos de prefeito e vice é estratégia para tirar Olarte da prisão

Gilmar Olarte (PP) renunciou aos cargos de prefeito e vice de Campo Grande. A carta de renúncia com apenas um parágrafo foi entregue à presidência da Casa de Leis pelo advogado de Olarte, que está preso desde o dia 15 de agosto, Jail Azambuja.

O documento com apenas um parágrafo foi entregue à presidência da Casa de Leis pelo advogado de Olarte,
O documento com apenas um parágrafo foi entregue à presidência da Casa de Leis pelo advogado de Olarte,

A carta foi lida no início da sessão de hoje pelo 1º secretário Carlos Augusto Borges, o Carlão (PDB), e será publicada na próxima edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). A sessão teve apenas 6 minutos e foi encerrada para reunião entre os vereadores.

Jail Azambuja informou que a decisão de pedir a renúncia já estava sendo estudada há muito tempo. “A decisão foi tomada por uma questão de estratégia para que todos os três processos aos quais Olarte responde tramitem agora em 1º grau e não no Tribunal de Justiça”, disse..

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Carta de renúncia froi entregue nesta quinta-feira (8) (Foto: Câmara de Vereadores/ Divulgação)

Segundo a Procuradoria Jurídica da Casa de Leis, com a renúncia, o presidente da Câmara Municipal, vereador Prof. João Rocha (PSDB) “não é vice-prefeito de Campo Grande, cabendo a ele apenas assumir a função em casos expressos e previstos em lei”.

A partir de agora, Olarte, que antes tinha foro privilegiado, será julgado pela Justiça comum. Jail também disse que vai tentar habeas corpus para Olarte e a esposa e que não cogita, por enquanto, a possibilidade de delação premiada, mas também não descarta.

O CASO

Gilmar e Andréia Olarte foram presos no dia 15, em razão da Operação Pecúnia, deflagrada pelo Gaeco. O órgão, braço do Ministério Público, apura lavagem de dinheiro obtido supostamente por meio de corrupção, na época em que ele era prefeito e Andréia, primeira-dama.

Olarte já responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Adna, deflagrada em 2014, e por associação criminosa e corrupção ativa no processo resultante da Coffee Break, ambas também comandadas pelo Gaeco.

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