Renato Cajá faz golaço e Ponte bate o São Paulo em jogo sem torcida

Camisa 10 da Macaca já havia feito gol bonito contra o Grêmio e repete a dose no Tricolor paulista, que joga mal e perde chance de se recuperar de queda na Libertadores

Punida por atitudes violentas de seus torcedores na Série B do ano passado, a Ponte Preta recebeu o São Paulo no Moisés Lucarelli neste domingo com portões fechados e, ainda durante o jogo, anunciou uma renda negativa de 35.197,68. Prejuízo financeiro, mas compensado pelo lucro que obteve em campo. A Macaca não se abalou sem o seu torcedor ao lado, foi superior e derrotou o grande paulista por 1 a 0, em duelo pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Chegou a quatro pontos ganhos, enquanto o tricolor ficou com três, da vitória na estreia sobre o Flamengo.

Jogadores da Ponte festejam o golaço de Cajá em Campinas
Jogadores da Ponte festejam o golaço de Cajá em Campinas

Azar do torcedor da Ponte, que perdeu de ver em seu estádio mais uma atuação consistente dos comandados de Guto Ferreira, como já havia acontecido na estreia contra o Grêmio, quando arrancou um heróico empate por 3 a 3 em Porto Alegre. Azar do pontepretano que perdeu o lindo gol de Renato Cajá, aproveitando-se de saida de bola errada de Centurión e do posicionamento adiantado de Rogério Ceni, para fazer a bola dormir no canto, logo aos 14 minutos de jogo.

Mas azar mesmo foi do torcedor do São Paulo. Este, sim, logo passou a comemorar por não ter acesso ao estádio. Foi como se o time, que vinha se reconstruindo nos últimos jogos, com atuações consistentes até a eliminação para o Cruzeiro na Libertadores, voltasse à estaca zero.

Milton Cruz, que perdeu Souza com dores musculares antes do jogo, repetiu seu esquema habitual, com três volantes na saída de bola, Centurión e Ganso mais adiantados, encostando em Pato na frente. Não funcionou. A Ponte marcou muito bem, anulou todas as possibilidades de arremate tricolor e ainda se aproveitou dos contra-ataques cedidos pelo visitantes.

Curioso este ponto, aliás. É interessante notar como o São Paulo cede contra-ataques de maneira desnecessária. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, estava com a vantagem de 1 a 0 construída no jogo de ida, mas sofreu do começo ao fim não por pressão do adversário, mas pelos espaços que cedia. Quando isso acontece, algo vai mal na parte tática, aspecto preocupante.

Rogério Ceni denunciou este ponto no intervalo, quando o Tricolor perdia por 1 a 0. Era a deixa para o time voltar diferente. Não aconteceu. A Ponte passou a se aproveitar mais ainda desta deficiência e, não fosse as mãos de Ceni, teria construído uma goleada.

Milton Cruz tentou uma carta lançando Luis Fabiano no lugar de Wesley e alterando a formação do time, mas o camisa 9 só tem de comemorar a marca de 700 jogos na carreira. Não teve chances claras e pouco pôde fazer para impedir a derrota de seu time. Viu a vitória de seu primeiro time.

O torcedor da Macaca, mesmo que de longe, comemorou. O time vai bem. Já o São Paulo precisa se recuperar da ressaca da eliminação na Libertadores.

FICHA TÉCNICA PONTE PRETA 1 X 0 SÃO PAULO

Local: Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data e horário: 17 de maio de 2015, domingo, às 18h30
Árbitro: Rapahel Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
Público e renda: Portões fechados
Cartões amarelos: Felipe Azevedo (PON) Ganso e Paulo Miranda (SÃO)
GOLS: Renato Cajá, aos 14’/1ºT (PON)

PONTE PRETA: Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Pablo e Gilson; Josimar, Fernando Bobo e Renato Cajá (Roni, aos 24’/2ºT); Felipe Azevedo (Juninho, aos 35’/2º), Biro Biro e Diego Oliveira (Borges, aos 18’/2ºT). Técnico: Guto Ferreira

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Bruno, Toloi (Paulo Miranda, aos 21’/1ºT), Dória e Reinaldo; Rodrigo Caio, Hudson, Wesley (Luis Fabiano, aos 9’/2ºT), Ganso e Centurión (Cafu, aos 37’/2ºT); Pato. Técnico: Milton Cruz

LANCEPRESS!

Comentários

comentários