Remédios ficam mais caros a partir de hoje

Da Redação

Começa a valer hoje a autorização para o reajuste dos preços máximos dos medicamentos no Brasil. Em geral, são anunciados três percentuais de aumento — uma para cada categoria de remédio, de acordo com a concorrência dos genéricos. Este ano, porém, será aplicado um percentual único para as três faixas. O índice, estipulado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ficou em 4,33% e deve impactar as tabelas das farmácias à medida que os estoques forem renovados. Na maioria dos casos, porém, o repasse aos consumidores não deverá ser integral.

“Existe muita concorrência no setor. Então, as farmácias que têm uma melhor condição de compra de remédios com os distribuidores preferem não repassar totalmente o aumento para seus clientes. Isso, inclusive, gera uma diferença muito grande de preços nos pontos de venda. A vriação chega a 30%”, disse Haroldo Monteiro, professor de Finanças Corporativas da Pós-Graduação e MBA do Ibmec/RJ.

A orientação aos compradores é pesquisar sempre os melhores preços e condições, diz o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini:

“A permissão do governo não quer dizer que o aumento será praticado dessa forma. A recomendação é que o consumidor pesquise os preços em farmácias regulamentadas, verifique as vantagens dos planos de adesão, converse com os farmacêuticos e peça descontos. É possível conseguir um impacto menor do que o do reajuste autorizado ou até do que o preço atual.”

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