Relatório final confirma negligência da tripulação em tragédia da Chapecoense

Gazeta Esportiva.com

Representantes da Aeronáutica Colombiana durante a divulgação do relatório final (Foto: Reprodução) 

Nesta sexta-feira, a Aeronáutica Civil da Colômbia apresentou as conclusões do relatório final sobre o tragédia envolvendo a queda do avião da Chapecoense. Os investigadores chegaram à conclusão que, 40 minutos antes do acidente acontecer, o avião da Lamia já estava em situação de emergência e que a tripulação não agiu imediatamente, ação que deveria ser tomada pois já havia a indicação de alerta na cabine.

Relembre o especial da Gazeta Esportiva sobre o acidente da Chapecoense

A investigação também definiu que o motivo do acidente foi a falta de combustível, que não era o suficiente para realizar o trajeto entre as cidades de Santa Cruz e Medellín, local onde o time brasileiro jogaria a final da Copa Sul Americana. Na ocasião, o clube catarinense tentava o seu primeiro título internacional e vivia o maior momento da sua história.

Para as autoridades de aviação civil colombiana, a falta de combustível aconteceu como consequência da falta de gestão de risco apropriada pela empresa boliviana, uma situação “inconcebível” de ocorrer. Outro erro da Lamia foi ter planejado um voo direto entre as duas cidades, sendo que o contrato previa escala entre São Paulo e o aeroporto de Medellín.

Com o relatório final, também é possível afirmar que o controle de tráfego aéreo desconhecia a “situação gravíssima” do avião naquele momento, e que a tripulação do avião da Chapecoense era experiente, com exames médicos em dia, porém o ato  de negligência culminou no acidente.

Relembre como aconteceu o acidente

Na madrugada do dia 29 de novembro de 2016, terça-feira, a comissão técnica e jogadores da Chapecoense viajaram do Brasil para a Colômbia para jogar a primeira partida da Final da Copa Sul-Americana daquele ano. Com falta d combustível, o avião caiu quando estava perto de chegar ao destino, resultando na morte de 71 pessoas e seis feridos.

Dos sobreviventes, três eram do elenco de jogadores da Chapecoense: o defensor Alan Ruschel, o goleiro Jackson Follmann e o zagueiro Neto. Os outros que conseguiram sobreviver foram o jornalista brasileiro Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

Após o acidente, a partida da final da Copa Sul-Americana foi adiada. Como forma de reconhecimento e condolência ao acidente, o Atlético Nacional pediu à Conmebol que o título ficasse para o clube catarinense, com forma de homenagear a equipe brasileira.

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