Rejeitadas candidatura de atual deputado e mais 11, onde candidata ‘culpa’ atual presidente do partido

Lúcio Borges

A Lei da Ficha Limpa, mas com condenação que ainda não teve efeito definitivo, barrou à principio, a reeleição do atual deputado estadual João Grandão (PT). Assim, decidiu na quinta-feira (6), o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), que indeferiu o registro de candidatura de 12 postulantes aos parlamentos federal e estadual nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul. Entre eles, o mais conhecido e com o cargo, está Grandão, que tenta manter sua cadeira na Assembleia Legislativa por mais quatro anos. Agora, a defesa recorre do indeferimento, como alguns outros da lista abaixo. Veja, ao final, que há brigas partidárias e apontamentos de interferência e injustiça de atual presidente, em caso no PSB.

O caso de Grandão, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu a impugnação da candidatura com base na Lei da Ficha Limpa. O parlamentar petista que está recorrendo da decisão, foi condenado ano passado, em órgão colegiado, acusado de crime contra a ordem tributária, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraude à licitação e formação de quadrilha. A condenação é fruto do escândalo que ficou conhecido como a Máfia das Sanguessugas, em 2006.

O deputado recorre em instâncias superiores da Justiça ante sentença em 2017, a ressarcir os cofres públicos, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente, suspensão dos direitos políticos por 9 anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos.

Contra o pedido de impugnação, a defesa do deputado alegou que a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional e que “é necessário o trânsito em julgado das decisões penais condenatórias para que sejam produzidos os efeitos da lei da ficha limpa”. Os argumentos, porém, não foram suficientes para garantir o registro da candidatura. O relator do processo, o juiz eleitoral Cezar Luiz Miozzo, rebateu todos os pontos apresentados e indeferiu o pedido. O voto foi seguido por unanimidade pela Corte.

Demais barrados e Briga no PSB

A Justiça Eleitoral vetou a candidatura de mais onze postulantes a deputado federal e deputado estadual. Os barrados nesta leva de julgamento foram: Alexandra Loureiro (Pode), Coronel Julio Komiyama (PTC), Danilo Terena (PHS), Eleudes Celestina (PSC), Eliane Recalde (Pode) e Gibasan Hassan (PSD) tentavam disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Enquanto Aguilera Guarani (MDB), Leyde Pedroso (PSB), Roberto Durães (PSL), Valdinei Souza (PV) e Wagner Dos Santos (REDE) buscavam vaga na Câmara dos Deputados em Brasília (DF).

Os prejudicados podem recorrer e alguns se justificam contra argumentos do TRE-MS, que até podem ser verídicos como é caso de Leyde Pedroso (PSB), que concorre pela primeira vez, sendo até ‘conhecida’ em ‘hostes politicas’ e há anos no partido Socialista Brasileiro, mas que foi apontada sem filiação partidária. Ela aponta interferência e injustiça do atual presidente do PSB, Elizeu Dionizio, que também postula vaga em reeleição.

Briga no PSB – A então candidata Leude Pedroso, usou sua rede social para descrever sua indignação e situação que passou e talvez o porque de sua candidatura ter sido barrada. Ela não vai contra a decisão do TRE-MS, mas acusa a possível articulação injusta que foi feita na própria atual direção da sigla.

Leyde faz um longo texto, onde reproduziremos parte, onde ela ‘prova’ que sempre foi do PSB e até que teria sido fundadora da sigla no MS e no Brasil, ante motivo de “não filiada”, que acabou sendo motivo de sua impugnação no TRE-MS.

“Quando não tinha nada, e nesses 28 anos percorri todos municípios sul-mato-grossenses para organizar o partido. Fui coordenadora da JSB, organizei as mulheres, fundamos núcleos de mulheres, fui secretária estadual de mulheres (a primeira do Brasil), secretária de finanças, secretária geral, vice presidenta, primeira secretária, fiz parte da executiva nacional das Mulheres. Até faxineira, fazedora de atas, jornalista, designer gráfica, motorista…todos os cargos não remunerados por lá exerci. Vinte e oito anos de trabalho voluntário! Uma vida inteira de militância apaixonada em defesa de um projeto político coletivo. Nunca atuei em causa própria. No momento em que me senti preparada para disputar eleições como candidata, eis que a direção nacional nomeia uma pessoa que não tem nada a ver com os princípios ideológicos do PSB. O dito cujo se acha o dono do partido. Desrespeita as filiadas. Não fez nenhuma reunião. De cima para baixo decidiu a lista dos candidatos”

Veja todo texto e demais acusações em  https://www.facebook.com/leyde.pedroso/posts/1786890274713369?__tn__=K-R

 

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