Reinaldo recebe homenagem e destaca história entre os dois estados irmãos

“Somos parecidos, sul-mato-grossenses e mato-grossenses; dividimos não apenas o Pantanal e o cerrado, mas também esta Casa divide com a nossa Assembleia Legislativa, a história de homens que se doaram em prol do crescimento da nossa região”.

Reinaldo Azambuja durante homenagem (Foto: Divulgação)
Reinaldo Azambuja durante homenagem (Foto: Divulgação)

A frase é do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) que participou, nesta quarta-feira (12), da comemoração dos 180 anos do Parlamento Mato-Grossense, na Assembleia Legislativa, em Cuiabá (MT), e recebeu a “Comenda Filinto Muller”, em alusão ao aniversário do parlamento. Reinaldo já foi deputado estadual e federal.

Recebido pelo governador Pedro Taques e pelo presidente da parlamento mato-grossense, Guilherme Maluf, Reinaldo Azambuja visitou memorial, com a história da Assembleia de Mato Grosso, e destacou a importância dos estados localizados no coração do Brasil.

“Não é apenas a posição geográfica, ou o nome, que muitas vezes gera confusão, que nos une, mas, principalmente nossa história e a semelhança da nossa gente, do nosso povo. Batalhadores, trabalhadores, visionários e destemidos, que transformaram uma enorme faixa de terra no coração do Brasil Central em uma das mais pujantes e prósperas regiões do país”.

O governador sul-mato-grossense disse ainda ter certeza que os dois estados podem contribuir muito para o crescimento do País, destacou que a “divisão territorial não dividiu a nossa história” e falou das medidas tomadas pela administração em Mato Grosso do Sul para reduzir o custeio da máquina pública e investir em uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

Guilherme Maluf disse que o momento é de reaproximação entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

“Desde 77 os estados permaneceram de costas um para o outro. Essa realidade começou a mudar. Juntos seremos mais fortes e quem ganha com isso é a população dos estados irmãos”, afirmou. Enquanto o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Junior Mochi, lembrou que a criação da Casa de Leis do estado vizinho antecede a Proclamação da República.

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, também fez questão de falar sobre a união entre os estados. “O Brasil Central é o caminho de todos nós. É hora de deixar a mágoa de lado e pensar no bem comum”, declarou.

Vários depoimentos relembraram a história do parlamento. O ex-senador Valter Pereira lembrou que a divisão de Mato Grosso e criação de Mato Grosso do Sul aconteceu durante a ditadura, em meio a um clima de tensão e rivalidade, que precisa ser esquecida. João Leite Schimidt, que também é ex-deputado, afirmou que Mato Grosso conservou um patrimônio grande, enquanto Mato Grosso do Sul até hoje busca a sua identidade cultural.

A cerimônia também contou com representante de Rondônia. A área daquele estado pertencia a Mato Grosso até 1943. A informação é do deputado Wilson Santos, que destacou o momento de união para a construção de políticas públicas para solucionar os problemas da população. “Podemos construir políticas públicas conjuntamente para soluções de questões como guerra fiscal, tráfico de drogas, Pantanal e Brasil Central”, destacou.

Para o ex-deputado João Leite Schimidt, eleito em 1974 ainda por Mato Grosso e ex-deputado pelo MS por duas vezes, a divisão era inevitável. “O sul já era independente, então foi algo natural, sem brigas e o governo federal já planejava isso. Então a convivência na política era muito harmoniosa”, resumiu.

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