Reinaldo questiona ausência de fatos novos em operação “midiática”

Governador nega acusações sobre suposto envolvimento de recebimento de propina de empresários em Mato Grosso do Sul

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) se pronunciou no início da noite desta quarta-feira (12/9) sobre a Operação Vostok, desencadeada nesta manhã pela Polícia Federal e que apura suposto esquema de pagamento de propina por parte de uma empresa frigorífica em troca de incentivos fiscais.

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) (Foto: Ascom)

O apartamento dele e a governadoria foram alvos de mandados de busca e apreensão por parte dos agentes. Na mesma ação, 14 pessoas são alvos de mandados de prisão preventiva.

Para o chefe do Executivo e candidato à reeleição, a força-tarefa ocorrida a pouco mais de 20 dias do pleito é intempestiva e midiática, sem a ocorrência de nenhum fato novo.

Reinaldo disse ainda ter se colocado a disposição da Justiça desde que seu nome foi citado na delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, executivos da JBS, afirmando o repasse de propinas no Estado desde governos anteriores.

“Há um ano e meio me coloquei voluntariamente à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários sobre este caso. Infelizmente, até o dia de hoje, jamais fui convocado pelas autoridades constituídas para apresentar minha defesa às acusações da delação mais questionada do país”, disse.

Já em relação ao filho, Rodrigo de Souza e Silva, preso na mesma operação e quem ele acompanhou até a sede da Polícia Federal na tarde desta quarta, disse estar tomando as medidas legais para reverter o fato, alegando que ele “sempre esteve disponível e, até então, também sequer foi chamado a prestar depoimento”.

Por fim, o governador garante que continuará a sua campanha em busca do segundo mandato e as agendas marcadas para a quinta-feira (13/9) em Campo Grande estão inalteradas. Ele concede entrevistas a veículos de comunicação.

Confira a nota na ìntegra

Há um ano e meio me coloquei voluntariamente à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários sobre este caso. Infelizmente, até o dia de hoje, jamais fui convocado pelas autoridades constituídas para apresentar minha defesa às acusações da delação mais questionada do país.

Mesmo respeitando as decisões do judiciário, não posso deixar de registrar a extemporaneidade de uma operação policial que ocorre a apenas 20 dias da eleição de forma intempestiva e midiática sem, contudo, a ocorrência de nenhum fato novo na tramitação do inquérito.

Estamos tomando as providências legais para reverter a prisão temporária do meu filho Rodrigo, que sempre esteve disponível e, até então, também sequer foi chamado a prestar depoimento.

Em respeito à população de Mato Grosso do Sul, continuo cumprindo normalmente a dupla jornada como governador do Estado e candidato à reeleição.

Tenho fé: a verdade prevalecerá.

Reinaldo Azambuja
Governador do Estado de Mato Grosso do Sul

Campo Grande, 12 de setembro de 2018.

 

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