Reinaldo prevê crescimento para Mato Grosso do Sul no próximo ano

Em entrevista ontem ao programa O Povo na TV, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que apesar da crise financeira e política que o país atravessa Mato Grosso do Sul teve criatividade para fechar o ano com as contas equilibradas e, principalmente, realizando investimentos em infraestrutura e programas importantes para a população. Ele também acredita que 2016 o Estado vai promover o crescimento econômico e garantir mais emprego e renda para a população.

Reinaldo durante entrevista na TV (Foto: Jessica Barbosa e Chico Ribeiro)
Reinaldo durante entrevista na TV (Foto: Jessica Barbosa e Chico Ribeiro)

“Tivemos um ano difícil no que se refere ao âmbito nacional, mas fizemos a lição de casa e conseguimos fechar o ano com resultados satisfatórios”, ponderou.

No balanço geral, o governador lembrou que o Estado conseguiu efetivar o programa Caravana da Saúde, que visa reestruturar o sistema de todo o Estado. O programa realizou mais de 15 mil cirurgias neste ano; também foram entregues equipamentos e novas instalações hospitalares nos municípios e região onde a Caravana da Saúde passou.

Na área de infraestrutura, o programa Obra Inacabada Zero já entregou 80% das obras deixadas por gestões anteriores e até o final do mandato entregará 100%, incluindo o Aquário do Pantanal. “Nossa meta é acabar com esses elefantes brancos deixados para a população, neste ano já conseguimos cumprir 80%. O aquário também está nessa conta e vamos terminar essa obra”, explicou.

Na segurança público o Governo do Estado investiu no efetivo e mais de 1,6 mil novos policiais foram convocados, além da construção e ativação de novos presídios para receber a população carcerária do Estado.

Impostos por empregos

Para garantir um melhor desempenho do Estado, o governador disse que a proposta para garantir a geração de emprego e consequentemente o crescimento da economia sul-mato-grossense o Estado está trocando impostos por empregos. “Nossa política de atração de investidores que vão gerar emprego e renda está diretamente na política de incentivos fiscais”, disse, citando o investimento do grupo JBS que deve gerar mais de nove mil empregos diretos e indiretos para a região de Caarapó, Ponta Porã, Sidrolândia e Dourados.

Contas equilibradas

Para garantir a saúde financeira do Estado, além da implantação de políticas de atração de investidores, o Governo do Estado ajustou algumas alíquotas. Mesmo assim, o Estado continua com o menor valor do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) dos estados brasileiros. O Governo também teve critérios na adequação da alíquota do ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). “Os ajustes foram nos produtos supérfluos, aqueles que não são de necessidade básica da população, fumo, bebida e cosméticos. O nosso IPVA ainda é o menor de todo o Brasil, igualado ao do estado do Paraná, portanto tentamos ajustar com o máximo de responsabilidade”.

Quanto à redução da alíquota do ICMS do Diesel de 17% para 12%, o Governo do Estado vai cumprir a data do decreto que autorizou a redução, que prevê o fim da redução no dia 31 de dezembro. Somente depois de uma análise mais criteriosa do Governo junto com a Assembleia Legislativa é que deverá sair uma nova decisão. “Esperávamos um resultado de aumento da produção, o que não ocorreu. É necessário avaliar quais as razões disso, já que igualamos nossa alíquota ao estado de São Paulo, mas não alcançamos a meta de aumento na produtividade”, ponderou.

Por fim, o ano de 2015 termina com investimentos e ajuda humanitária para a população dos municípios do Cone Sul. Em regime emergencial o Governo do Estado já enviou nove equipes para as cidades atingidas e mandou R$ 10 milhões para as primeiras ações de atendimento. A Defesa Civil está atuando em período integral para atender a população. “Nós entramos com toda a documentação necessária para que o Governo Federal mande recursos para ajudar o Mato Grosso do Sul na recuperação dessas áreas. São investimentos na ordem de R$ 115 milhões que vamos empregar na reconstrução de rodovias, pontes e outras obras necessárias”, disse, explicando que a tarefa do Governo do Estado está dividida em três fases para o atendimento aos municípios afetados pelas chuvas: primeiro o atendimento à população e retirada das famílias em áreas de risco, obras emergenciais e reconstrução de rodovias e pontes.

2016

Para 2016 o Estado espera começar o ano com a redução no comprometimento dos gastos do Governo. A proposta de vender a dívida de Mato Grosso do Sul para um banco internacional e deixar de pagar juros de 21% ao ano e começar a pagar 4% será um avanço e alívio para o cofre estadual.  “Hoje são pelo menos R$ 86 milhões comprometidos somente para o pagamento da dívida, queremos pagar a dívida, mas o Estado precisa gerir melhor esse compromisso para não onerar as contas com o pagamento desses juros”.

Em 2016, o governador Reinaldo Azambuja também garantiu que o setor da educação não sofrerá desgastes como aconteceram no início deste ano. “Todo mundo inicia com ano, no primeiro dia do ano letivo, com uniformes, merenda e kit escolar”.

Reinaldo Azambuja disse que espera que 2016 seja um ano de muito trabalho e de crescimento para o Mato Grosso do Sul. Para ele, mesmo num cenário nebuloso na economia brasileira, o Estado tem todas as condições de obter resultados positivos. “Mato Grosso do Sul é maior que a crise, de gente trabalhadora e com criatividade para crescer. Desejo paz e tranquilidade para a população sul-mato-grossense”, finalizou.

 

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