Reinaldo pede ajuda à Presidência e Exército terá poder de polícia na região de conflito

O governador Reinaldo Azambuja reivindicou à Presidência da República, nesta sexta-feira (31), a presença de militares das Forças Armadas nas áreas de conflito indígena em Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã  para restabelecer a paz e a ordem pública no campo. Produtores rurais e indígenas entraram  em conflito por terras no Estado na semana passada.

31reiex

O ofício foi encaminhado à Brasília (DF), por email, nesta manhã. No sábado (29), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em contato com o governador, antecipou que a presidente Dilma Rousseff vai assinar um decreto de Garantia de Lei e Ordem (GLO) autorizando o deslocamento de tropas do Exército para a região.

“Queremos distensionar o ambiente de conflito e poder restabelecer a paz e o diálogo. Queremos estabelecer o lado da paz e da ordem dentro de Mato Grosso do Sul. Nós vamos ter isso com o Exército coordenando as forças de segurança pública, a Polícia Federal, a Força Nacional e as polícias Militar e Civil do Estado”, disse Reinaldo após reunião realizada nesta manhã, na governadoria, para planejar as ações militares no ambiente de conflito.

Participaram do encontro os secretários de Estado de Justiça e Segurança Pública, Silvio Maluf, e de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel; o comandante Militar do Oeste, general de divisão Paulo Humberto Cesar de Oliveira, e o comandante de operações do Comando Militar do Oeste, general de brigada Carlos Sérgio Câmara Saul; o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, delegado José Renato Lofrano; o comandante do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) de MS, coronel Ary Carlos Barbosa; e os deputados estaduais Junior Mochi, presidente da Assembleia, e João Grandão, presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas da Casa de Leis.

“A curto prazo, a presença do Exército nessa área de conflito será para distensionar o ambiente e ampliar o diálogo com ambos os lados para que haja ambiente de pacificação”, disse Reinaldo Azambuja.

CONFLITO

No sábado, o índio guarani kaiowá Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos, foi morto com tiro na cabeça durante confronto. No local, já estão equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteiras), Força Nacional de Segurança e Exército.

A área reivindicada pelos índios corresponde a quase 10 mil hectares na faixa de fronteira com o Paraguai, mas a decisão sobre quem ficará com a terra está a cargo do STF (Superior Tribunal de Justiça). Houve um acordo para os indígenas aguardarem o julgamento do recurso numa área de cerca de 100 hectares, mas a demora na resposta fez com que os índios ocupassem as propriedades na semana passada.

Comentários

comentários