Reinaldo nega propina e chama empresários de “bando de picaretas”

Jackson Nogueira, com Informações Dourados News

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) chamou de “bando de picaretas” os dois empresários que acusaram o governo de Mato Grosso do Sul de cobrar propina para manter seus frigoríficos funcionando, em denúncia exibida no Fantástico neste domingo (28).

Governador entregou 50 unidades habitacionais em Itaporã nesta segunda-feira (29). Foto: Isadora Spadoni

Em Itaporã para entregar duas obras, o governador disse à imprensa na manhã desta segunda-feira (29) que os empresários Benilson Tangerino e José Alberto Berger já teriam emitido R$ 215 milhões em notas frias usadas para creditar ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do Estado.

“Eles são fraudadores do fisco estadual, não querem pagar tributos e se utilizam dessas denúncias vagas e vazias para querer se aproveitar dessa situação”, disse. O governador disse que “provas robustas” contra os dois empresários serão entregues hoje ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal “mostrando que eles são fraudadores do Estado”.

O processo por fraude movido contra os empresários, segundo Azambuja aos jornalistas, iniciou em 4 de novembro, mesma data em que o governo enviou um e-mail a José Alberto Berger suspendendo a autorização do empresário para compra de gado, segundo a reportagem exibida na TV Globo.

Depois disso, o empresário teria procurado o governador Azambuja, que pediu para ele falar com Sérgio de Paula, na época chefe da Casa Civil.

Sérgio de Paula pediu para o assunto ser tratado por meio de um mensageiro, chamado José Ricardo Guitti, o Polaco. Berger pagou R$ 500 mil em propinas para “o negócio funcionar amigavelmente”, de acordo com o suposto mensageiro.

O governador disse à imprensa que não autorizou ninguém a falar em seu nome e disse que os acusados de receber a propina é que devem responder às acusalçies. “Usaram pessoas que não falam pelo governo e muito menos pelo governador. Eu não dei procuração pra ninguém falar em meu nome”, disse.

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