Reinaldo destaca busca por alianças, mas foca campanha no eleitor: ‘Não tem mais curral eleitoral’

Michael Franco

Reinaldo Azambuja nos estúdios da Capital 95 FM (Foto: Michael Franco)

O candidato à reeleição e pleiteante ao governo mais votado no primeiro turno, Reinaldo Azambuja (PSDB) participou do programa Tribuna Livre, na manhã desta terça-feira (09). A rádio Capital 95 FM foi a primeira emissora visitada por ele após as eleições do último dia 7. O governador afirmou que já procura alianças, inclusive já tendo conversas com o MDB. Entretanto, a campanha será focada no eleitor. “Vamos aguardar. Nós procuramos e conversamos com algumas lideranças e agora temos que aguardar a liderança partidária e buscar o eleitor porque o voto não tem rótulo, o voto é da liberdade. Não tem mais a questão do curral eleitoral, isso não existe”.

Três candidatos derrotados no primeiro turno rondam o alvo de Reinaldo e Juiz Odilon (PDT). O candidato do PSOL, João Alfredo já manifestou que não apoiará ninguém. Para Azambuja, todos os apoios são bem vindos. “Eu não renego a política. Você faz política com os políticos. Eu vou buscar o apoio desses partidos, é importante. Nós queremos o apoio da população e desses partidos porque democracia é isso”.

Primeiro Turno

Vencedor em 66 municípios do estado, Azambuja fez questão de agradecer o eleitorado que acreditou no trabalho feito e, mais um vez, confiou na gestão.”Agradecimento a Mato Grosso do Sul, a confiança. Fazer mais de 576 mil votos, 168 mil à frente do segundo colocado, em uma eleição disputada com seis candidaturas é motivo de agradecer. Acho que é o reconhecimento do trabalho, da responsabilidade”.

A respeito da corrida eleitoral do primeiro turno, o governador ressaltou os momentos difíceis que precisou encarar para seguir em frente na disputa. “Enfrentamos durante a campanha denúncias, operações, um ambiente extremamente turbulento da eleição”. Outro ponto levantado por ele, foram as críticas de adversários acerca de medidas adotadas pela gestão. O candidato rebateu lembrando que o país passou por uma forte crise e o executivo estadual realizou alterações para que as economias do estado não quebrassem. “Vivenciamos um governo que enfrentou a maior crise da história do Brasil. Nunca houve dois anos subsequências com PIB negativo. O que impôs a nós atitudes até impopulares, mas necessárias para não deixar o estado quebrar”.

No primeiro turno o candidato teve apoio de 60 prefeitos dos municípios de Mato Grosso do Sul. Na fase final do pleito, o objetivo de Azambuja é tentar trazer mais gestores municpais para o palanque da candidatura tucana. “Temos conversação com aqueles prefeitos que não estavam nos apoiando, existe uma simpatia fruto do trabalhando, porque nós ajudamos as 79 cidades. Fizemos um governo que olhou para as cidades, olhou para as pessoas e o governo está presente”.

Presidente

Azambuja já afirmou que apoiará Jair Bolsonora na disputa pela presidência da República. A coligação do PSDB em Mato Grosso do Sul agregava dois candidatos ao Planalto, o também tucano Geraldo Alckmin e Bolsonaro (PSL).”Nós tínhamos dois presidenciáveis na nossa coligação, o Geraldo e o Bolsonaro. O Bolsonaro foi para o segundo turno e agora tem também uma disputa presidencial e vamos estar trabalhando junto nessa disputa”.

O governador já encaminhou ao candidato do PSL um documento sobre propostas de fechar a fronteira do estado. Segundo ele, o mesmo pedido foi enviado a Dilma Rousssef e Michel Temer, no entanto, sem resposta positiva. Agora, Azambuja credita que haverá um reconhecimento maior. “A gente quer parceria, um governo que no dia primeiro de janeiro tome posse e fale ‘ vamos olhar as fronteiras do Brasil’. Acredito muito numa proposta nova para o Brasil, mudanças estruturantes e a segurança é fundamental. O Brasil está vivendo uma instabilidade na Segurança Pública. A fronteira está abandonada pelas forças federais, não tem um policiamento de fronteira”.

Confira a entrevista completa:

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