Reinaldo Azambuja afirma que governo fez ‘dever de casa’ com a população em 2016

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, participou na manhã desta sexta-feira (14), do programa Tribuna Livre, da rádio Capital 95FM. Durante a entrevista, Azambuja fez um panorama do trabalho do governo estadual em 2016 e fez projeções para os próximos anos de trabalho.

“Nós fizemos nosso dever de casa em 2016, que são principalmente as entregas. Nós entregamos obras para a população, mesmo na crise estamos entregando obras. Estão sendo construídas 66 pontes e com tudo isso na crise é possível dizer que Mato Grosso do Sul está concluindo bem o ano de 2016”, resumiu o governador.

Confira a entrevista na íntegra:

O governador destacou que o estado soube controlar as finanças para que não ficasse com saldo negativo para com a população e servidores. Situação que ocorre em vários estados da federação, Azambuja frisa que teve que aumentar impostos para que a economia estadual não saísse do controle.

“É um ano difícil para a dona de casa, trabalhador, empresários e também para o governo. Então Mato Grosso do Sul está encerrando bem o ano. Aumentamos o imposto nas bebidas e fumos, e na área dos supérfluos também aumentamos nos cosméticos. O IPVA aumento de 1%. É difícil, mas se não fosse isso, provavelmente nossa economia estaria igual os outros estados”, destacou Azambuja.

Reinaldo Azambuja, falou da importância do processo que tramita no Congresso Nacional acerca da reavaliação dos juros e prazos das dividas estaduais com o governo federal. “É importante que haja esse alongamento no prazo e a diminuição dos juros. Nós vamos desembolsar de 300 a 400 milhões por ano e se não tiver esse alongamento iríamos gastar 1 bilhão de reais por ano”.

O governador também ressaltou a situação da previdência do estado. O secretário de administração de Azambuja, Carlos Alberto Assis, declarou em entrevista ao PáginaBrazil.com que a situação da previdência é deficitária e o estado busca maneiras de solucionar a situação. Azambuja analisou o momento da previdência estadual e afirmou que a tendência é que o rombo aumente.

No ano de 2016 temos um rombo de 738 milhões, em 2017 serão 920 milhões e em 2018 passa de 1 bilhão. Buscar o equilíbrio é equacionar o percentual e quanto tem que ser do servidor na ativa e quanto tem que ser do governo, do patronal. A expectativa de vida das pessoas do estado está aumentando, então elas terão um tempo maior de recebimento quando aposentarem, isso tudo tem que ser equacionado”, resume o governador.

Sobre as obras do Aquário do Pantanal, Azambuja afirmou que as obras serão entregue, porém o estado tem outras prioridades. “Eu sou contra a construção do Aquário, mas a obra está iniciada e é nosso dever terminar”. O governador declarou que se o estado terminar a obra neste momento outros setores ficarão carentes de investimento.

“Recebemos muitas críticas sobre a entrega do Aquário, nós vamos entregar. Mas eu não vou tirar do hospital de Dourados e Três Lagoas para colocar no Aquário. Já chamamos o pessoal do Cataratas, empresa que ganhou a licitação, para ver se a gente consegue montar uma equação para balancear os gastos com a obra e entregá-la. Eu não tenho esse dinheiro, se eu tiver que colocar no Aquário vou ter que tirar da segurança ou da saúde e não vou fazer isso”, conclui Azambuja

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