Região Centro-Oeste é a segunda em número de sedentários do País

sedentarismoDe acordo com a pesquisa ‘Diagnóstico Nacional do Esporte (Diesporte)’ divulgada esta semana 45,9% da população do País não pratica esporte ou atividade física, o que representa 67 milhões de pessoas.

Coordenada pelo Ministério do Esporte e financiada com cerca de R$ 4 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), o levantamento trata da relação entre o brasileiro e a prática esportiva. Foram realizadas, ao longo de 2013, 8.902 entrevistas com pessoas entre 14 e 75 anos.

O Diesporte também detalhou as informações por região. O estudo apontou que o Sudeste concentra a maior parte dos sedentários: 54,4%. Já o Norte possui mais gente se exercitando, com somente 37,4% de pessoas sem praticar atividade física. Nordeste (38,5%), Sul (39,3%) e Centro-Oeste (45,1%) vêm em sequência. O índice de sedentarismo é maior entre as mulheres (50,4%) do que entre os homens (41,2%).

Na América do Sul, o Brasil está em situação melhor que a Argentina, que tem 68,3% da população sedentária, e pior que o Uruguai, com 34,1%. A nível mundial, o País fica atrás de países como Índia (15,6%) e Inglaterra (17%) e próximo ao Estados Unidos (40,5%).

Os dados mostram ainda que a maioria dos brasileiros abandona as praticas esportivas antes do 34 anos e que o esporte mais praticado e também o abandonado é o futebol, seguido do vôlei e natação.

Sedentarismo traz mais riscos à saúde do que a obesidade

O estudo mostra que 58,8% das pessoas não praticam esportes afirmam que não têm tempo e dão prioridade a outras coisas, como estudar, trabalhar ou cuidar da família. Outras 11,8% declaram que têm preguiça, desinteresse ou desmotivação, e 9,5% alegam questões de saúde.

Os motivos para o sedentarismo mudam de acordo com as regiões do país. No Sudeste, 41,5% das pessoas sedentárias disseram que têm consciência dos riscos, mas não se esforçam para mudar. No Sul, 22,4% dão a mesma justificativa, enquanto 22,8% afirmam que não gostam de esportes ou atividades físicas e 28,9% dizem não ter tempo. O Centro-Oeste apresenta o maior percentual de pessoas que afirmam ter consciência dos riscos, mas não praticam por falta de condições financeiras (10,2%).

“O combate ao sedentarismo vai além da infraestrutura. A prática é cultural e tem que ser vista pela ótica educacional” destacou o ministro do Esporte, George Hilton. Ele acredita que o protagonismo das práticas esportivas no período escolar é fundamental, “para que quando o jovem sair da escola, continue tendo vontade, gana e desejo de praticar esportes”, acrescenta.

com informações da Finep e Paraíba Total

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