Reeleito, Blatter diz que há movimento de EUA e Inglaterra para tirá-lo da Fifa

Após garantir o seu quinto mandato na Fifa, Joseph Blatter concedeu uma entrevista ao canal suíço RTS e se mostrou aliviado com o resultado do pleito, no qual obteve 133 votos no primeiro turno, número suficiente para fazer seu adversário, o príncipe Ali bin Al-Hussein, desistir do segundo turno.

No poder desde 1998, Blatter foi reeleito para o quinto mandato na presidência da Fifa
No poder desde 1998, Blatter foi reeleito para o quinto mandato na presidência da Fifa Foto: Reuters

O suíço admitiu que o caso que culminou com a prisão de sete pessoas em Zurique “não cheira bem”, mas acredita que tentaram denegri-lo e usar a questão para forçá-lo a deixar o cargo.

E deixou claro que acredita que há um movimento de Estados Unidos e Inglaterra contra a Fifa por conta das derrotas de suas candidaturas para sede das Copas do Mundo de 2022 e 2018, respectivamente.

– Foi um grande alívio. Era uma pressão, uma dupla pressão. Ninguém vai me convencer que foi uma simples coincidência esse ataque americano dois dias antes da eleição na Fifa, depois da reação da Uefa e do senhor Platini. Ninguém vai tirar isso de mim.

O cartola seguiu afirmando que jornalistas ingleses e americanos fazem um movimento para derrubá-lo. Disse ter o maior respeito pela Justiça americana, mas em sua análise, se há um crime financeiro que diz respeito aos americanos, as pessoas deveriam ser presas no país, e não em Zurique.

– Os americanos foram os candidatos para a Copa do Mundo de 2022, e perderam. Os ingleses foram candidatos para 2018, e perderam. Então isso é realmente com a mídia inglesa e americana. Com todo respeito ao sistema judicial americano e ao novo ministro da Justiça, se há um crime financeiro que afeta os cidadãos americanos, então eles devem prender essas pessoas lá, e não em Zurique quando temos um congresso em Zurique.

Segundo o suíço, as ações da Justiça dos EUA tiveram como objetivo forçá-lo a sair da Fifa:

– Isto não cheira bem… Isso tocou em mim e na Fifa. Eles não tentaram só denegrir minha imagem, mas também usaram o momento para dizer: “É hora de ir”. Eles não quiseram me matar politicamente, eles quiseram perturbar o congresso.

Para Blatter, o problema de corrupção é “entre América do Norte e América do Sul” e que os EUA tentaram “levar para dentro da Fifa”. O presidente afirmou que tem sido difícil dormir, mas que é um dos principais interessados em acabar com a corrupção no futebol.

– Reconheço que foi difícil dormir… Eu lutei nos último quatro anos contra a corrupção, contra tudo que é proibido. Mais da metade das pessoas que tomaram decisões sobre escolhas de Copas do Mundo não estão mais aqui.

O suíço culpou a imprensa, principalmente da Europa, pelos problemas que aconteceram durante a semana com a Fifa:.

– Por que a polícia não fez isso em março, quando tivemos a mesma reunião? Naquela época, tinha menos jornalistas aqui… A imprensa fez um pacto: “Blatter fora”.

Por fim, o presidente reeleito comentou a relação conturbada com a Uefa e seu mandatário, Michel Platini:

– Há um ódio não só de uma pessoa da Uefa, mas da organização da Uefa que não entendeu que eu estou como presidente desde 1998. Eu perdoo todo mundo, mas não esqueço. Nós não podemos viver sem a Uefa, e a Uefa não pode viver sem a gente.

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G1

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