Reajuste de servidores deve voltar a Câmara e será aprovado

O aumento dos servidores municipais está nas mãos do prefeito Alcides Bernal, mas também da Câmara de Vereadores, que se receber novamente a proposta, vai analisar juridicamente e ouvir novamente os funcionários da prefeitura de Campo Grande, com diz ter feito no último dia 05, quando vetou e derrubou o projeto enviado pelo Executivo. A afirmação foi feita pelo presidente do Legislativo, vereador João Rocha, na manhã desta terça-feira (12) durante a primeira sessão ordinária da semana, após já ter passado uma semana, onde “houve muitas declarações controversas e promessas por parte do chefe do executivo, sem avançar em nada”. Rocha frisou hoje, que como antes, o futuro projeto será aprovado ou rejeitado de acordo como estiver escrito e documentado de acordo com todas as normas legais.

João Rocha afirmou que não foi a Câmara que deixou de dar o reajuste aos servidores, como mais uma vez foi acusada pela administração. “Nós fizemos nossa parte, conversamos com os servidores, que não aceitavam o que foi enviado pelo prefeito. Mas como sempre, além deles enviar na última hora, não fez de forma correta documentalmente. Esta é uma Casa de Lei, fiscalizadora dos atos do administrador e não podemos deixar passar por falta disto. Reprovamos ouvindo sim os servidores, o que era desejo ou pretensão deles, ouvimos a ‘voz do plenário’. Até poderíamos ter concedido à aprovação de pelo menos aquilo que já estava posto, visto a necessidade de cumprir as datas. Mas somos legisladores, e veio faltando documentos e registros do conteúdo do projeto, era algo incompleto, faltando peça. Como poderíamos aprovar algo assim”, mencionou o presidente da Câmara.

O titular da Casa de Lei mencionou que o projeto só não tem necessidade de voltar para a Câmara, se tiver aumento abaixo dos índices apresentados anteriormente e ratificou que a Lei tem que pautar a ação do Executivo. “Tem uma coisa que se chama Lei, legislação no papel, que tem que ser observado e praticado acima de tudo em papeis registrados, nos documentos e vamos exigir sempre isto. E ainda há as interpretações que estão sendo feita. Se não der índice maior que o que já veio, se for bem abaixo, pode fechar por lá mesmo – na prefeitura – Mas se vier, como diz o prefeito desde sexta-feira, estamos prontos a analisar e fechar ouvindo os servidores”, disse.

O presidente finaliza apontando que a aprovação deve ser imediata, mas ratifica que desde que esteja dentro de todas as formalidades necessárias exigidas não por ele, mas pelas normas. “Continuaremos ouvindo os servidores e vamos aprovar desde que esteja todo regular”, completou.

 

 

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