Raul Freixes é preso por desvio de dinheiro quando era prefeito de Aquidauana

O Juízo da Vara Criminal da Comarca de Aquidauana (MS) deferiu o pedido de execução provisória de pena protocolado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio dos Promotores de Justiça José Maurício de Albuquerque e Antenor Ferreira de Rezende Neto, e determinou a prisão do ex-prefeito de Aquidauana Raul Freixes e Carlos Augusto Paim Mendes.

O ex-prefeito de Aquidauana está preso na 3º DP, antes teve de ser atendido em posto de saúde porque passou mal

Freixes foi preso pela Polícia Militar de Campo Grande na noite de ontem (11). Conforme o delegado Geraldo Marin, o ex-prefeito foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, mas na sequência encaminhado para uma cela especial no 3º DP. “Ele está sozinho na cela e aguarda transferência para um presídio”, disse o delegado.

Durante cumprimento de mandado de prisão, às 17h45, Raul Freixes passou mal e foi encaminhado para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde permaneceu sob observação do médico responsável, conforme o histórico do boletim de ocorrência da Polícia Militar.

A prisão é devido a uma ação penal movida pelo MP-MS, contra Freixes e Carlos Augusto Paim Mendes, quando exerciam, respectivamente, os cargos de prefeito e secretário de fazenda e administração do Município.

Investigações descobriram que faltando pouco mais de um mês para o fim de seu mandato de prefeito, ele apropriou-se de R$ 100 mil em verba pública do município. Ele preencheu um cheque da prefeitura e determinou que uma funcionária municipal fosse ao banco, descontasse o valor do cheque e lhe entregasse o valor, o que efetivamente foi feito.

No dia 20 de dezembro de 2000, poucos dias antes do encerramento de seu mandato, Raul Freixes apropriou-se de R$ 14.958,32 em verba pública. Desta vez, ele, e o então, secretário de fazenda e administração Carlos Augusto Paim confeccionaram uma nota de empenho simulando pagamento a uma empresa que realizaria ampliação de ruas do município e, então, preencheram e assinaram um cheque de titularidade da prefeitura, determinando, em seguida, que uma funcionária municipal fosse ao banco, descontasse o valor do cheque e entregasse o valor ao ex-prefeito, o que efetivamente foi feito.

Por isso, Freixes foi condenado à pena de 11 anos de reclusão, em regime inicial fechado e com a inabilitação para o exercício de cargo, emprego ou função pública, eletivo ou de nomeação, pelo prazo de 10 anos. Carlos Augusto Paim, foi condenado à pena de cinco anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto e com a inabilitação para o exercício de cargo, emprego ou função pública, eletivo ou de nomeação, pelo prazo de cinco anos.

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