Rafaat teve túmulo violado e corpo queimado por quadrilha rival

A quadrilha liderada pelo traficante Elton Leonel Rumich da Silva, o Gallant, que foi preso no Rio no ano passado apontado como líder de uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira do Brasil com Paraguai, violou o túmulo do traficante paraguaio Jorge Rafaat Toumati, que foi assassinado em Pedro Juan Caballero. O motivo foi uma disputa pelo controle do tráfico na região. O bando é suspeito do crime.

Elton Leonel Rumich da Silva, o “Galã”, está preso no Rio de Janeiro – Crédito: (Divulgação)

Segundo investigações, foi possível constatar possíveis integrantes da organização criminosa retirando um caixão de sua cova e ateando fogo no cadáver.

Interceptações telefônicas revelaram que um dos suspeitos de pertencer ao bando orienta os seus comparsas para sumir como caixão e que tal ato serviria para causar pânico.

Em perícia à sepultura, com autorização da Justiça, confirmou-se que o local foi violado. A viúva do traficante morto confirmou a informação para a polícia, assim como um coveiro do cemitério.

Gallant teria assumido o “espólio” de Jorge Rafaat, e é suspeito de ter lhe preparado em uma emboscada na qual foi usada uma metralhadora calibre .50, capaz de derrubar aviões. Jorge Rafaat Toumani foi executado na noite de 15 de junho de 2016, no Centro de Pedro Juan Caballero.

Elton ocupava posição de destaque em organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e de armas. Além do Paraguai, seu grupo atuava na Bolívia, e nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo

Para lavar o dinheiro do tráfico, ele abriu empresas. Apurou-se que no controle de gastos de uma das firmas havia planilhas sobre pagamento de propina a policiais paraguaios.

Um bunker usado pelo bando com várias armas e drogas foi achado em Ponta Porã, em 2017. No local, que possuía circuito interno de TV, foram encontrados três fuzis, sendo um deles com o brasão do Exército da Bolívia, duas pistolas, diversos carregadores de fuzis e pistolas, dezenas de munições de variados calibres, além de reais e milhões de dinheiro paraguaio e um veículo blindado.

A investigação revela que Elton foi alvo em 2017 de um atentado que vitimou um dos seus comparsas em uma boate em Pedro Juan Caballero.

Em análise ao aparelho celular de um dos membros da quadrilha preso, foi possível constatar conversas entre possíveis integrantes da organização criminosa que denotam um suposto vácuo no comando a partir da prisão de Gallant e o receio dos suspeitos quanto a novas ações da polícia.

Nesta semana, a Polícia Federal cumpriu mais um mandado de prisão contra Galant na investigação que ele usava contas bancárias em nomes de “laranjas” para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

A prisão preventiva dele foi solicitada pela Justiça Federal de Campo Grande, após comprovada a lavagem de dinheiro. A prisão foi cumprida na Penitenciária Bangu I, na Zona Oeste da capital fluminense, onde ele está preso.

Elton foi preso no Rio em 27 de fevereiro do ano passado. Na ocasião, O criminoso foi surpreendido pelos policiais civis quando fazia uma tatuagem em um estúdio localizado em Ipanema, na Zona Sul.

Comentários