Queda de avião em SP mata ao menos 2 e deixa feridos

ESTADÃO/JN

Aeronave havia decolado do Campo de Marte às 15h55, com destino a Jundiaí, no interior paulista

Um avião de pequeno porte caiu na tarde desta sexta-feira, 30, na Avenida Antônio Nascimento Moura, próximo ao aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos duas pessoas morreram e doze ficaram feridas. A aeronave atingiu uma casa e danificou pelo menos outras duas.

A aeronave havia acabado de decolar do Campo de Marte às 15h55, com destino a Jundiaí, no interior paulista, quando caiu. Segundo o Corpo de Bombeiros, os corpos do piloto e do copiloto foram retirados de dentro da aeronave. A identidade das vítimas não foi divulgada. Entre os feridos, sete eram pedestres que passavam pelo local do acidente e cinco, pessoas que estavam dentro das casas atingidas pela aeronave. Nenhum dos feridos corre risco de morrer e o foco do incêndio está controlado.

Avião caiu logo depois de decolar do Campo de Marte Foto: ALEX SILVA / ESTADAO

O motorista de aplicativo Selmo Eugênio da Silva, de 44 anos, levava um passageiro da Barra Funda, na zona oeste, até Santana, na zona norte, no momento da queda. “Não sei como consegui escapar daquele incêndio, veio muito rápido em cima de nós”, disse. Segundo Silva, o carro estava parado no farol quando foi atingido.

“Pensei que um carro tinha batido atrás. O passageiro saiu, passando por cima de mim. Tentei sair e não conseguia. Apertei o botão do cinto, daí saí de dentro (do carro).” Silva queimou parte do braço e foi atendido no local. Agora, está preocupado com o passageiro que, segundo ele, “se queimou bastante”. “Quero o telefone dele, ligar para ele”. O carro onde estavam explodiu logo depois da queda do avião.

A aeronave caiu perto de um posto de gasolina, assustando funcionários. “Vi ele passando bem baixinho e, depois, teve a explosão. Deu um barulho alto, saiu fumaça preta na hora, ficou um cheiro de fumaça”, disse o frentista Francimar Tomé da Silva, de 47 anos. “Teve correria para ver, para tirar fotos. Tinha pessoa gritando, dizendo corre, corre, para sair fora, gritando pra sair.”

O arquiteto Vainer Ragusa, de 50 anos, passava pela Brás Leme, após sair de uma consulta médica, quando viu a queda. “Estava no farol da Brás Leme, no sentido Santana. Vi que o avião levantou voo e perdeu potência, começou a baixar e caiu entre a rua e uma casa”, conta. Segundo Ragusa, a aeronave atingiu carros. “Estava a uns 200 metros e senti o calorão. Foi muito feio.”

Uma testemunha que trabalha em uma empresa localizada na Avenida Brás Leme, a duas quadras do acidente, também viu o momento da queda. “Vi que o avião subiu do aeroporto, fez um rasante nas árvores e caiu em uma rua bem em frente (da empresa onde trabalha), atrás de um posto de gasolina.” Segundo Carneiro Filho, logo após a queda, houve uma explosão. “Explodiu, deu bastante estrondo e uma labareda bem alta.”

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dez viaturas foram deslocadas para o local onde caiu a aeronave.

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